Amor é reciprocidade

Quinta, 04 de Maio de 2017.

Amor é reciprocidade

Todo relacionamento amoroso envolve mais de uma perspectiva e desejo, ambos precisam ter voz e vez na relação, por isso a negociação cotidiana é tão importante. Se apenas uma das partes for considerada, se somente um tiver o poder decisão; não estamos falando em conjugalidade e sim em individualismo, e não há relacionamento que resista ao egoísmo e à intolerância.

Amoré reciprocidade!Quando apenas um é afetivo, renuncia ou é companheiro, quando apenas um fala a verdade e se importa com a relação, quando apenas um escolhe dialogar, respeitar e investir na relação, este acaba negligenciado, “saturado” e infeliz, afinal não recebe afeto e atenção na mesma proporção que oferta.

Por mais doloroso que seja enfrentar o término de um relacionamento, a manutenção de uma relação autocentrada, interesseira e solitária pode ser bem pior, pois massacra a autoestima e reforça a condição de auto abandono. Para amar alguém é necessário que primeiramente o sujeito tenha amor próprio. Para que possa compartilhar os sonhos do outro, ter os próprios sonhos é fundamental.

Relacionamento saudável é aquele em que ambos são prioridade. A renúncia precisa ser uma prática de ambos, em prol de uma dinâmica amorosa funcional e bem sucedida.

São muitos os parceiros que escolhem permanecer em relações patológicas, porque não acreditam que são capazes de enfrentar e superar términos. No geral, não estão dispostos a abrir mão do que julgam ser uma companhia. Contudo, às vezes, renunciar a um relacionamento mal sucedido e fechar ciclos é o que tem de mais assertivo.

 Psicóloga Bruna M. Spada Sant’Anna, Especialista no Atendimento de Casal e Família, Integrante do COMMUTRI – Conselho Municipal da Mulher Trirriense, Palestrante, Coautora do livro: Psicologia Temática e Colunista da Revista Minha Saúde.

 

 

Por Bruna Spada