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Publicado em 05/11/10
O difícil recomeço sem o amigo Rubinho

Nunca imaginei que seria tão difícil depois de tantos anos de jornalismo recomeçar diante dessa dor incomensurável que foi perder o amigo Rubinho. Certa vez, Albert Einstein disse: “não procure ser um homem com êxito, e sim um homem com valores”, esse era exatamente o Rubinho. Um homem de valores reais, e a resposta veio implacável com a barbaridade que fizeram com o nosso companheiro de trabalho, de vida, de amizade, de alegria, de festa, que nos dava orgulho a cada gesto e atitudes. Mais de duas mil pessoas deram essa resposta em seu funeral, o grito, o choro, a tristeza, o agradecimento em cada rosto, a revolta contida na presença maciça da população de Paraíba do Sul e região, nos dá conta do que já sabíamos, Rubinho era um líder, não um simples líder. Não só seus filhos Rômulo e Ramon, sua mulher Alessandra, sua mãe Nadir, seus irmãos Romildo, Ricardo, Reinaldo e Rênio, ficaram órfãos, mas seus amigos, funcionários, o esporte e todos àqueles que ficaram sem a comida na mesa, sem o remédio. Sua grandeza ia muito além do que quem o conhecia pudesse imaginar: o que Rubinho dava com uma das mãos, a outra desconhecia.
 
     Alguém roubou de nós o teu sorriso e hoje nossos dias são saudades
 
       O grito dessa dor de não tê-lo mais entre nós dá a certeza quem seria esse líder, que não teve a chance de cumprir um mandato político, onde temos a certeza mudaria a vida dos mais humildes e necessitados. Mas a política não te merecia, você era grande demais para esse mundo perverso e de impunidades. Por outro lado sua morte prematura aos 39 anos, que dilacerou nossos corações, dará a chance de mostrar aos que se acham grandes nessa terra, quem era esse homem que desde criança acordava cedo, entregava quentinhas para ajudar seus pais. O caçula de D. Nadir e do falecido Barão, tinha fé em Deus, presença, era presente, caridoso, dinâmico, competente, protetor, humilde, não tinha pressa, carismático, bonito, passos largos, cabeça erguida, sorriso franco, amoroso, dançava como poucos, e fazia a vida de cada um que estava a seu lado virar uma grande festa. Rubinho era assim, e depois dele lamento dizer; será um grande vazio! Porque os grandes homens, Rubinho, fazem à diferença, eles são normais, vivem normalmente e intensamente a cada minuto como se fosse o último, sem medo de fraquejar, como você amigo sempre viveu.
        O coração valente parou de bater! Mas a estrela que era permanece brilhando e até ofuscando as demais, mas a certeza da vida eterna nos consola lembrando que Rubinho, apenas mudou de vestimenta. A mistura desse gosto amargo e esse grito contido permanecerão entre nós nesse difícil recomeço, pois não tiraram você da vida, arrancaram seus sonhos de forma cruel por conta da impunidade que povoa mundo.
         E parafraseando o Rei Roberto Carlos que você tanto gostava, faço humildemente a minha homenagem, e tenho certeza que tem um coro enorme ao meu lado: “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada; amigo de tantos caminhos de tantas jornadas, cabeça de homem mais o coração de menino, aquele que está do meu lado em qualquer caminhada; lembro-me de todas as lutas meu bom companheiro, você tantas vezes provou ser um grande guerreiro, a sua palavra de força de fé e de carinho, nos dá a certeza de que não estamos sozinhos... Não preciso nem dizer, tudo isso que lhe digo, mas é muito bom saber que nos temos um grande e eterno amigo”!!!
 
Obrigada por você existir Rubinho, um dia a gente se encontra. Até lá!

É colunista social do Entre-Rios Jornal.

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