Hoje em dia vivemos na era da ansiedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em uma década cerca de 20% dos moradores das grandes cidades sofrerão de alguma variação desse tipo de transtorno neuronal. O prognóstico é preocupante, principalmente se considerarmos que o percentual é duas vezes maior que o de depressão, que, apesar disso, recebe bem mais atenção. É preciso, porém, fazer ressalvas. A ansiedade clínica é muito mais grave que a tendência comum às preocupações do cotidiano. Há seis transtornos de ansiedade conhecidos: fobia específica (FE), transtorno de pânico (TP), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de ansiedade social (TAS) ou fobia social, e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Pessoas com esses distúrbios frequentemente se descobrem incapazes de trabalhar de modo eficaz, ter vida social, viajar ou manter relações afetivas estáveis. Muitas vezes elas recorrem deliberadamente a todo tipo de estratagemas para evitar encontrar certas pessoas, estar em determinados locais ou desempenhar atividades consideradas corriqueiras, como dirigir, embarcar em aviões ou entrar em elevadores. Podem não conseguir enfrentar multidões, participar de reuniões, permanecer em espaços abertos ou não tolerar mínimas quantidades de sujeira e desorganização. Em geral, não conseguem dormir bem e muitas vezes se tornam reclusas. Em casos extremos, é necessária até a hospitalização.
O distúrbio tem sido ainda associado a problemas cardíacos, hipertensão, desconforto gastrointestinal, doenças respiratórias, diabetes, asma, artrite, problemas de pele, fadiga e outros sintomas e patologias.
Nem as crianças escapam da ansiedade: 16% dos casos começam na infância e causam impacto sobre o desenvolvimento. Meninos e meninas com o transtorno têm mais dificuldades na escola (tanto no que diz respeito ao aprendizado em si, quanto ao contato social) e muito mais risco de se tornarem adultos com problemas psicológicos.
1)O que é fobia específica?
É o medo de um estímulo ou de determinada situação, como dirigir, viajar de avião, entrar na água, aproximar-se de certos animais etc. Existe uma crença subjacente de que o objeto em si é uma ameaça: o avião pode cair ou um cão pode morder. Pouco mais de 10% das pessoas apresentam alguma fobia, embora uma quantidade muito maior de pessoas possa ter medos exagerados e irracionais deflagrados por um ou mais estímulos.
2)O que é transtorno de pânico?
É o estado de extremo desconforto diante das próprias reações fisiológicas e psicológicas a um estímulo, em essência, receio de um ataque de pânico e, em última instância, o medo da morte. Quaisquer anormalidades, como respiração alterada ou batimentos cardíacos acelerados, vertigem, suores ou tremores são interpretados como sinais de colapso iminente, insanidade ou morte. Para fugir dessas sensações a pessoa tende a evitar as situações que acredita poderem acionar essas reações, o que com freqüência limita de maneira grave a mobilidade.
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