Prefeitura de Três Rios mantém abrigo para crianças e adolescentes desamparados
Por Bárbara Caldas - 01/09/2010, 10h40

Melhores condições de vida, boa educação, uma casa com ambiente familiar, atenção e carinho. Essas são algumas das características do Abrigo Provisório Antônio Modesto Fabello, localizado no bairro Vila Isabel, em Três Rios. A casa atende hoje nove crianças e adolescentes, que moram lá, fazem diversas atividades durante a semana e estudam todos os dias, algumas em horário integral. “As crianças vêm para o abrigo encaminhadas pelo Conselho Tutelar. Normalmente isso acontece quando as famílias não têm condições de criar essa criança ou adolescente. Ou não possuem uma boa situação financeira, ou apresentam algum perigo para os pequenos, fazendo com que eles sejam vítimas de violência doméstica.” – explicou a coordenadora técnica do abrigo, Elisabeth Tupinambá.

A casa que tem capacidade para até 14 crianças abriga as mesmas pelo tempo que for necessário. O ideal é que não permaneçam por mais de seis meses no abrigo, pois dentro desse tempo já foi possível estudar a família e saber se a criança pode voltar para sua casa de origem ou se será encaminhada para adoção. Todo esse processo é acompanhado pelo Poder Judiciário. Pessoas especializadas no assunto, freqüentam as famílias juntamente com as coordenadoras do abrigo durante algum tempo para saber se as mesmas já podem conviver novamente com o menor. A decisão final, se a criança volta ou não para a família, é sempre do juíz responsável.
 
Tudo começa com uma denúncia feita por algum vizinho ou parente, que presencia alguma cena de violência ou percebe que a família não trata do menor de maneira adequada. Em casos de adolescentes com mais idade, é possível que os mesmos façam a denúncia ao Conselho Tutelar. Após a constatação de maus tratos, o abrigo recebe essas pessoas e cuida delas oferecendo uma vida melhor. “No início as crianças se sentem desconfortáveis de estarem em uma casa diferente, onde tem regras a serem cumpridas. Mas depois todos se acostumam e convivem bem aqui” – disse Elisabeth.
 
Todos freqüentam a escola, e são levados pelas “mães sociais” (nome dado às colaboradoras do abrigo) para a aula. As adolescentes fazem cursos de capacitação no Planeta Cidadão, no Purys. Uma delas está muito satisfeita com o curso de maquiagem e pretende se profissionalizar. O transporte é gratuito. Elas vão com o ônibus do projeto, que passa em frente ao abrigo nos horários das aulas.
 
Além da educação, o abrigo recebe também o apoio da secretaria de Saúde. Todas as crianças recebem atendimento médico e odontológico sempre que precisarem.
 
De seis em seis meses são realizadas audiências concentradas, com a participação dos menores e dos pais, para que sejam solucionadas as questões de convivência da família. As visitas dos familiares são permitidas em qualquer dia, desde que seja de maneira pacífica.
 

A coordenadora Elisabeth faz um apelo à sociedade, para as pessoas que estão interessadas em adoção, que procurem adotar crianças de todas as idades, pois de acordo com ela são poucos os casos de adoção de crianças com mais de três anos. “As famílias normalmente buscam sempre o mesmo estereótipo, bebês bonitinhos, crianças de um ano e dificilmente adotam crianças maiores”.

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