A Discrição Do Artífice

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 09 de Outubro de 2019.


Um escultor tinha por costume quebrar blocos de mármore e de pedra, até reduzi-los a pequenos pedaços. Às pessoas que, de passagem, perguntavam o que fazia, ele invariavelmente respondia:
– Quebro estas pedras porque nada me entretém tanto como parti-las e contar os fragmentos que ficam.
Ouvindo isso, encolhiam os ombros e continuavam seu caminho,entretidas com risonhos comentários. A constante repetição do fato conduziu-as primeiro ao silêncio, e depois à indiferença.
Passado algum tempo, o artífice surpreendeu a todos descerrando o véu de uma grande e formosa estátua. Ante as cândidas perguntas que o insólito acontecimento inspirava aos olhos assombrados,respondeu o escultor muito satisfeito:
– Se tivesse anunciado que me propunha a fazer a estátua, vocês me teriam importunado continuamente com milhares de conselhos dispersivos, e até teriam achado, no final das contas, uma forma de eu não terminá-la. Por meio do ardil sobre as pedras, pude, ao contrário, com pouco esforço e pouco tempo, livrar-me de suas fatais interferências, realizando minha obra e consagrando à humanidade um monumento permanente.
Surge deste relato a necessidade de envolver com o véu da discrição todo projeto valioso, a fim de não expô-lo às importunações alheias. Por outra parte, e em resguardo de sua dignidade, é preferível mostrar com fatos, e não por anúncios, a fecundidade do pensamento e o alcance das próprias inspirações.
do livro Intermédio Logosófico, pág.117

• Reuniões Informativas – 3ª ás 18h e 19h; 4ª feiras às 19h;
• Informações – tel. (24) 988421575– 20307080 (noite)
• www.logosofia.org.br –rj-tresrios@logosofia.org.br

–LOGOSOFIA NO YOU TUBE –
Logosofia Caminho do Aperfeiçoamento
https://www.youtube.com/watch?v=yTmUKCBayRs&t=234s

Por Logosofia

B01 - 728x90