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A Expressão Ética Da Confiança (Parte 2)

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 18 de Março de 2020.

  Há pessoas que costumam dar confiança com aparente amplitude para obter, em retribuição, a de seu próximo. Por trás de semelhante prodigalidade costumam esconder-se terríveis intenções, e os que aceitam tal temperamento, admitindo uma confiança que é alheia à idiossincrasia de quem a prodigaliza, correm o perigo de ser surpreendidos com exigências que nem sempre é possível atender. Mais ainda, às vezes acontece que, ingenuamente, caem nas armadilhas de situações embaraçosas, das quais com muita dificuldade e não poucos desgostos conseguem escapar.
É indubitável que a variedade de aspectos que surgem, ao se aprofundar este estudo sobre a confiança em suas formas éticas, é sumamente interessante. Assim o vemos quando aparece, por exemplo, nos lábios do brincalhão que, excedendo-se no tom e sem o cuidado de observar os efeitos que produz no ânimo de seus semelhantes, vê que pouco a pouco passa a ser recebido com prevenção no seio de suas amizades, quando não é excluído por completo. Essa classe de brincalhões fere a sensibilidade e incomoda o pudor comum.
Quão grata é para o espírito a brincadeira feita com elevação,delicadeza e com propósito nobrepois ameniza o ambiente e converte as reuniões numa atraente recreação espiritual. A brincadeira elevada, gentil e sadia, é aceita por todos; mais ainda, é buscada e apreciada.
Esta é a que deve ser cultivada com prudência, selecionando os temas que lhe servirão de motivo.
Quão necessário é que o homem seja circunspecto e fino em suas atuações, para que elas sejam felizes e não desditosas; e quão necessário é também que seja cauto e rigoroso nesses meios de observação e realização da própria cultura, para não ter que sofrer lamentáveis imprevisões que redundem em prejuízo de seu conceito, ao não saber comportar-se na vida de relação, na sociedade à qual pertence e que frequenta.
Eis aí outro aspecto da confiança que a Logosofia utiliza para revelar deficiências e apontar uma conduta que enalteça e honre o ser, sendo uma garantia de convivência harmoniosa e agradável.
A confiança que um povo outorga a seu mandatário, ao centralizar em um a vontade de todos, é uma prova de moral pública; mas, se ela é defraudada, a própria moral reage, e o usurpador perde a confiança de seu povo.
Adicionaremos que a confiança, do ponto de vista de sua expressão ética, deve constituir o fundamento de toda organização moral, política e social.
Extraído da Coleção da Revista Logosofia, tomo 2, pág. 51
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