A independência do Brasil e a culpa da PM.

Sábado, 16 de Setembro de 2017.

Por estarmos no mês em que comemoramos a Independência do Brasil, falaremos do papel da PM nessa história.



Consta na história que A Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, ou simplesmente Guarda Real da Polícia (GRP), foi criada em 1809, na cidade do Rio de Janeiro, pelo Príncipe Regente de Portugal D. João (futuro Rei D. João VI).
A Guarda Real da Polícia é a antecessora das atuais polícias militares estaduais do Brasil, em geral, e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e da atual Polícia Militar do Distrito Federal, em particular.
Em 13 de maio de 1809, dia do aniversário do Príncipe Regente D. João criou a Guarda Real da Polícia do Rio de Janeiro, sendo esta formada por 218 guardas com, organização, armas e trajes idênticos aos da Guarda Real da Polícia de Lisboa.
A Guarda Real da Polícia teve participação decisiva na Independência do país. No início de 1822 a Divisão Auxiliar do exército português, estacionada no Rio de Janeiro, por ordem das Cortes, tenta forçar a volta à Portugal do então príncipe Dom Pedro I, para que este jure a nova Constituição, ao que a tropa Guarda Real de Polícia, sob o comando do major Manoel dos Santos Portugal, a afronta e faz com que a mesma não só desista da ação, mas também retorne a Portugal. Meses depois, ao lado da princesa Dona Leopoldina a corporação manteve a ordem pública na cidade de forma coesa e fiel ao príncipe, enquanto ele viajava às terras do atual estado de São Paulo.
Quando da independência do Brasil e sua transformação em Império teve sua denominação alterada para Imperial Guarda de Polícia e atuou na contenção de diversas rebeliões, tanto na capital imperial quanto nos diversos pontos do país. Com a situação sui generis da província do Rio de Janeiro, que foi administrada desde a transferência da capital do estado do Brasil para a cidade do Rio de Janeiro diretamente pelo governo central, o policiamento das cidades do interior fluminense também estavam sob a responsabilidade desta Guarda e de antigos quadrilheiros que ainda se mantinham responsáveis pelas vilas, mas agora sendo assistidos pelas autoridades da corte.
Em 10 de outubro de 1831, por ato do regente Diogo Feijó, a Imperial Guarda de Polícia é transformada Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, a exemplo do que ocorreu nas demais províncias brasileiras. As denominações que se seguiram à essas mudanças na corporação, ao longo dos anos, foram: Corpo Municipal Permanente da Corte (1842), Corpo Policial da Corte (1858), Corpo Militar de Polícia da Corte (1866), Corpo Militar de Polícia do Município Neutro (1889), Regimento Policial da Capital Federal (1890), Brigada Policial da Capital Federal(1890), Força Policial do Distrito Federal (1905), Brigada Policial do Distrito Federal (1911), Polícia Militar do Distrito Federal (1920), e Polícia Militar do Estado do Guanabara(1960), resultado de diversas reorganizações estruturais e mesmo de mudanças político-institucionais ocorridas ao longo dos anos, até o retorno da cidade do Rio ao antigo estado, no ano de 1975, e, finalmente temos a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Toda essa história é interessante para refletirmos sobre a quem a Polícia serve. A Polícia sempre foi e sempre será braço armado dos GOVERNOS, entretanto, deve caber sempre ao povo regular que tipo de GOVERNO deseja no poder. Nesse sentido, o povo também estará decidindo que tipo de Polícia irá atuar. E, mais uma vez a culpa não foi da PM.

Por Ten.Coronel PM Márcio Guimarães

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