A Lei do Tempo

Quarta, 16 de Maio de 2018.

O mistério do tempo é o mistério da vida. Da compreensão de ambos depende o segredo da conquista da felicidade.
Mais do que um bem precioso, o tempo é história.
Tempo, paciência, movimento e mudanças são lições diárias que a Natureza oferece através de suas múltiplas faces para a inteligência humana que pode decifrá-las.
Os ponteiros do relógio são uma tortura. Não há tempo suficiente para o cumprimento dos compromissos.O tempo passa muito rápido e escraviza a pessoa que julga que tempo seja dinheiro. Se tempo fosse dinheiro, o que seria,Deus? um banqueiro?A fuga do tempo só existe para quem não consegue retê-lo e multiplicá-lo.
Os dias que se sucedem monotonamente são noites mentais, pedaços de vida que se desprendem da pessoa deixando o saldo do vazio, a sensação de inutilidade, o esquecimento, o temor pela morte que se aproxima a passos largos.
O tempo de vida do ser humano pode transcender a mensuração limitada das horas, dos dias e dos anos definida entre o instante do nascimento e o da transição para a morte. Esta ampliação do próprio tempo é uma consequência da ampliação da vida mental, a verdadeira vida. Pode-se viver muito ou poucodependendo dos conhecimentos que se tenha,
do esforço continuado na busca do conhecimento e na ampliação da consciência.
Para aproveitar o tempo é necessário aprender a pensar, produzir soluções para os problemas humanos.
Administrar bem o tempo significa acumulá-lo dentro de si; ser consciente do que se viveu e ter um plano para a vida futura. Ter um domínio sobre si mesmo e um objetivo definido para a vida; todos os atos e pensamentos imantados por um grande objetivo que abarque o aperfeiçoamento individual e coletivo da espécie humana. Significa encarar a vida como um grande campo experimental de aprendizado e realização.
Em um brilhante artigo escrito na década de quarenta, o pensador e educador González Pecotche diziaque a lei do tempo é, como todas as leis universais, justa e exata; e é lei porque fixa, sem distinção, normas e regras inexoráveis. Assim demonstra o fato de que o tempo perdido não pode mais ser utilizado; é como um pedaço de vida que se desperdiça e não pode mais ser incorporado a ela.
E numa conferência pronunciada em Córdoba em 1949,muitos momentos do dia passam em branco porque a mente, distraída por completo, se submerge na penumbra. Como é natural, estes trechos de tempo são pedaços de vida que se vão, por não se experimentar no curso dos mesmos a sensação de existir.
O tempo é como a água: um bem precioso que só se dá conta de seu valor quando falta, por ter sido mal empregue, desperdiçado.
A rotina, a distração, as divagações e os rancores são inimigos do tempo por impedir que o ser humano pense, crie e construa para si um destino melhor.
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Por Logosofia

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