A liberdade como expressão de um mundo civilizado

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 10 de Outubro de 2018.

Pretender impor uma conduta única àhumanidade é querer mecanizar o espírito ereduzir o homem à categoria de umautômato. Em outras palavras, é submergi-lona inconsciência mais temerária e perigosa.
A liberdade humana, dentro da estrutura dasleis que gravitam sobre a consciência doindivíduo, é a mais preciosa conquista dacivilização atual.
Liberdade e livre-arbítrio.Não falemos do conceito que a maioriadas pessoas tem sobre liberdade. Ser livre não é outra coisa, para elas,do que fazer aquilo que a cada um mais apeteça; se está bem ou malfeito, isso não é o que importa, como tampouco é levado em contaquando lhes ocorre não fazer nada.
A liberdade se diferencia do livre-arbítrio pelo fato de que, enquantoa primeira tem sua expressão no externo, o último a tem no interno.
A liberdade de culto, de palavra, de comércio, como a de caráterpolítico, social ou econômico, são produtos de uma manifestaçãoque transcende o foro interno do homem. Essa liberdade érequerida por uma necessidade lógica da convivência humana e é, aomesmo tempo, imprescindível para que as faculdades do indivíduoencontrem campo mais propício para seu desenvolvimento efunção.
Pode um homem ser privado de sua liberdade, não se permitindo à suapessoa mover-se à vontade, porém o livre-arbítrio continuará atuandointernamente, já que ninguém poderá impedir a atividade que ospensamentos possam desenvolver dentro de sua mente.
Eclipse do livre-arbítrio.Não obstante, o livre-arbítrio, ou seja, oexercício da razão em correspondência direta com as demaisfaculdades do sistema mental, pode ser eclipsado, quer dizer, reduzidoao mínimo e até anulado, se o homem é privado, desde a infância, depromover o livre jogo das funções que concernem à sua inteligência.
Isso seria obrigá-lo a fechar sua mente a toda reflexão útil, sobrevindoem consequência, repetimos, a atrofia de suas faculdades e odebilitamento da razão, até ficar anulada.
Desde tempos que quase poderíamos dizer imemoriais, a sociedadehumana estabeleceu, no conjunto de suas leis, para suprimir o delito, aprivação da liberdade.
Pois bem; as nações e os povos dominados pela opressão dos que ossubmetem pela força das armas têm a mesma sorte daqueles queincorrem em falta. A inocência e a honradez recebem o mesmotratamento.
Os dias futuros dirão se aspáginas que a Históriareservou para a nossa épocahaverão de ser escritas pormandado da força ou se serãoditadas pela razão dasconsciências livres.
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