A profética convergência entre tradição doutrinária e recentes avanços da ciência e tecnologia

Sábado, 13 de Janeiro de 2018.

Não é novidade para ninguém, por menos informado que se possa ser, o questionamento humano quanto a total dimensão da Criação, frente às costumeiras contemplações da natureza, mais especificamente ao olhar para o vasto céu estrelado, em noites de lua cheia. Diante dessa imensidão até os mais céticos ficam a questionar razões que nos levaram a acreditar que a humanidade apenas habita o orbe terrestre. Não haveria menor sentido, ou teria o Criador nos privilegiado do direito à vida no universo?
Cabe lembrar que está no Evangelho, no livro de João, 14: 1 a 3: Não turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. “Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já Eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que ode Eu estiver, também vós aí estejais”. Palavras de Jesus, analisadas à luz da Doutrina Espírita. A casa do Pai aqui compreendida é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos no Plano Evolutivo.
Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao venturoso ou fracassado do Espírito na erraticidade. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores em todos os aspectos.
Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima ideia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais ínfimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e acidentados; numa penitenciária, veem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria, são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite.
Os atuais avanços da ciência, as constantes revelações de outros sistemas planetários com condições similares às do nosso Planeta, encurtam distâncias entre conhecimento científico e doutrinas religiosas. Em tempos de crise de valores éticos, de condutas abomináveis, de apropriações ilícitas que causam transtornos, dor e sofrimentos aos segmentos mais frágeis da nossa sociedade, refletir sobre a Justiça Divina é sempre bom, para que não tenhamos de penar milhares de anos entre encarnações sucessivas em mundos inferiores ao nosso, quando deveríamos aprender a dividir o que nos chega com os menos favorecidos pela Energia Monetária. Optemos pela senda evolutiva, cujo caminho nunca se distancia da prática da Caridade. Parafraseando provérbio chinês, diria: Feliz é aquele que chora quando nasce enquanto todos sorriem. Feliz é aquele que sorri quando morre enquanto todos choram.
Wiliam Machado

Por Dr. Willian Machado

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