A Razão e o Conhecimento

Quarta, 05 de Setembro de 2018.

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Existe na mente uma faculdade, a razão, à qual muitos atribuem papel primordial ao considerar ser ela a que discerne sobre o bem e o mal, a verdade e o erro, o belo e o feio, o grande e o pequeno.
Em que medida esse discernimento se ajusta aos ditados da verdadeira razão? Em que a razão baseia seus juízos? O certo é que não se pode falar de razão sem estabelecer diferenciações, nem sem antes conhecer o significado do que ela é e representa em realidade.
Todos os seres humanos possuem uma mente com as mesmas faculdades. Entretanto, consta para todos nós que a razão, ou os juízos elaborados por ela são negados com reiterada frequência, tornando-se necessário lutar para defender o que se sustentou, não obstante ter consciência de não tê-la perdido. Outras vezes acontece que se quer ter mais razão do que os outros, como se esta faculdade fosse como dinheiro, que uns têm mais e outros menos, embora nem sempre por justiça de seus méritos. Observamos também existir na criança, por exemplo, uma razão como a do adulto, mas não pode utilizá-la nem servir-se dela como as pessoas que já tenham cumprido bons anos de vida; além disso, há seres de idade avançada que tampouco podem servir-se de sua razão, não porque lhes falte, senão porque nunca a cultivaram.
A razão somente age baseada nos conhecimentos que se tenha. É o conhecimento o que lhe dá vida; sem ele, não poderia exercer sua função diretriz, como faculdade central da mente, pois o conhecimento constitui sua razão de existir.
Daí que a razão da criança não possa discernir sobre uma mesma questão exatamente como o faria três ou quatro anos mais tarde. E daí também que, embora em todos exista o que se tem chamado razão, nem todos podem servir-se dela como corresponde, nem experimentar segurança sobre o que discerne, porque a razão não pode julgar só pelo fato de existir.
A razão requer o auxílio imediato do conhecimento para poder discernir; ela não pode estabelecer nenhum juízo sem antes haver buscado e reunido os elementos indispensáveis a tal função. De modo que os conhecimentos aumentam o volume e a consideração do juízo que esta faculdade central, que se chama razão, vai elaborando; nutrida por esses conhecimentos, pode fazer com que eles nutram a razão de outros.
De tudo isto depreende-se que quanto maior o conhecimento, maior a razão; e se os conhecimentos formam a base permanente da existência, é lógico pensar que, quando a razão se nutre constantemente com o conhecimento, a consciência desperta em uma nova existência. A razão, pois, não pode agir sensatamente sem antes experimentar a consciência do saber pelo conhecimento.
do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 146
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