Afundaram o Estado do Rio

Quinta, 30 de Novembro de 2017.

Nosso Estado do Rio de Janeiro vive uma situação de penúria, de total falência institucional e política. Vejam, caros leitores, o crime penetrou com a maior tranquilidade contaminando os poderes públicos, penalizando uma população que ficou refém de grupos de políticos, em sua maioria corruptos. O que se vê no Rio de Janeiro deve servir de alerta para nós, eleitores de todo o Brasil.

Os governadores eleitos desde 1998 estão presos, menos o atual, que terá dar explicações à justiça. Ele já está citado na Lava Jato O Rio de Janeiro chegou a tal situação graças a uma soma de excesso de burocracia e governos calcados no assistencialismo. Populistas e corruptos, que se serviram do clientelismo como arma para alcançar os poderes políticos para saquear recursos pagos pelos contribuintes. Incluindo-se aí, o crime organizado que se tornou endêmico, espalhando seus tentáculos a todos os poderes.

Jamais pensaram na responsabilidade que deveriam ter com os servidores, aposentados e pensionistas, que têm enfrentado as maiores dificuldades, ficando meses sem receber pagamento, os deixando endividados presos às algemas de bancos e financeiras, pagando taxas e juros escorchantes já que necessitam de dinheiro para o sustento de suas famílias. Muitos entram em quilométricas filas antes do amanhecer para receber doação de sesta-básica para não morrem de fome. Não se trata de uma situação que se iniciou agora, e sim, no período da colheita de décadas de omissão e leniência com a corrupção, e o crime organizado O crescimento do tráfico décadas atrás, aliado ao crescimento e à consolidação de milícias é apenas o capítulo mais recente de uma história que começa bem antes, mas que dilacerou a imagem e o cotidiano da cidade.

O voto é o principal instrumento para a limpeza na política Entretanto, no Rio de Janeiro a situação é mais delicada. Com núcleos mantidos sob o controle do crime, pouco a pouco este vai se infiltrando nas instituições democráticas. Uma estrutura que financia, prepara e elege nomes para o Parlamento, espalhando-se também pelo Judiciário e nas infinitas ramificações do Executivo.

Quem enxerga a situação do Rio de Janeiro nos dias de hoje certamente lembra de países, como a Colômbia, que possuía cidades, como Medellín e Cali, em circunstâncias semelhantes. Nesses lugares, o crime também haviam se infiltrado nas instituições e chegou a financiar a candidatura vitoriosa do ex-presidente Ernesto Samper. Medellín se recuperou de forma admirável. O mesmo aconteceu com Ciudad Juarez, no México. A limpeza atingiu todos os níveis e instituições.

Nosso Rio de Janeiro vive uma situação tão periclitante que vai muito além da falência na segurança. Atingiu saúde, educação, transportes, entre outros setores. Mas não faltam obras superfaturadas para ceifar os impostos pagos pela população.

Há que se entender que, enquanto não for assumida uma posição firme de limpeza institucional, não haverá chance de sucesso. De outra forma, o processo de degradação e de falência política, tende a se agravar.
Põem sentido nisso, amigos eleitores.

Vou ficando por aqui.

Por Carlos Letra

B01 - 728x90