Alckmin ataca Lula que lidera pesquisas

Sexta, 15 de Dezembro de 2017.

Mesmo defendendo a reforma da Previdência. Geraldo Alckmin, sabe perfeitamente, que há resistência dentro do próprio partido. Uma boa parte está temerosa de se desgastar, ainda mais, com os eleitores em 2018. Na Convenção que o elegeu presidente Nacional do PSDB, Geraldo Alckmin atacou duramente o ex-presidente Lula. Tal postura demonstra claramente uma grande preocupação de ter que enfrenta-lo na corrida presidencial. Alckmin já vem pavimentando essa estrada há um ano. Apesar de estar exercendo o quarto mandato à frente do governo paulista, assistiu o enfraquecimento de dois dos principais adversários políticos no partido- o senador afastado Aécio Neves e o ex-ministro e senador José Serra.
A pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 4, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT} conseguiu derrubar a “barreira” que dividiu o país nas últimas eleições. No Norte-Nordeste “vermelho (que votava no PT) e o Centro-Sul “azul” que dava vitória ao PSDB), o petista lidera com folga em todas as regiões, inclusive no antigo reduto dos candidatos mais à direita.
Lula continua imbatível. Os nordestinos lhe dão índices de intenção de voto de 56% nos dois cenários eleitorais mais prováveis, com Geraldo Alckmin candidato do PSDB. e Bolsonaro(PEN), que chega a ter entre 19% e 21% nessas simulações. O deputado Jair Bolsonaro, por sua vez, consolidou a segunda posição em todos os cantos do país. Mas, vê a vice-liderança ameaçada por uma surpresa no Sul: o senador Álvaro Dias(Podemos-PR) Álvaro Dias tem um desempenho muito bom na região. Nos dois principais cenários avaliados pelo Datafolha, ele está tecnicamente empatado com Bolsonaro. O senador paranaense tem 15% nas duas simulações, contra 17% do vice-líder da pesquisa (a margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos)
A saída do PSDB da base aliada, deve sangrar o governo Temer. O PSDB não tem lá tanto voto no Congresso: são 46 na Câmara e 12 no Senado, mas é uma grife no sistema partidário, a legenda mais influente no empresariado, na grande mídia e na classe média. É o grande partido dos ricos. E são os mais ricos que vem sustentando Temer. Perder o PSDB significa perder apoio nos segmentos que deram respaldo ao presidente para as suas reformas liberais. E mais: a saída tucana pode virar senha ou gatilho para retirada de outros aliados.
Vou ficando por aqui.

Por Carlos Letra

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