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Aldir Blanc no Senado

Sábado, 30 de Maio de 2020.

Atualizado em Sábado, 30 de Maio de 2020 às 10:49 horas.

  Aldir Blanc no Senado

A aprovação da Lei Emergência Cultural na Câmara dos Deputados no dia 26 de maio, foiuma vitória histórica da conciliação nesses tempos de tanta intolerância, comaprovação detodas as bancadas.Uma vitória história para a cultura e as políticas culturais brasileira. Aldir Blanc foi chamada a lei em homenagem ao importante artista brasileiro que morreu vítima do coronavírus. A Lei Emergência Cultural Aldir Blanc deverá entrar na pauta de votação no plenário do Senado na próxima semana. Orequerimento de urgênciafoi feito no plenário virtual em nome de líderes de vários partidos. O momento agora é de concentração earticulação e o mesmo esforço dessa vez com os senadores.Mobilização até a vitória total pela aprovação integral do texto consagrado pelos deputados de vários partidos tendo como relatorae articuladora a deputada Jandira Feghali e autoria de Benedita da Silva, ambas do Rio de Janeiro, com outros deputados de vários partidos No estado do Rio de Janeiro são três os votos que precisamos conquistar: Arolde de Oliveira, Flavio Bolsonaro e Romario. Conhece? Envie e-mail, faça contato por meio de amigos, envie twists, poste nas redes sociais deles. E Importante que compreendam porque o show de todo artista tem que continuar. E para quem se interessar em saber Lillian Pacheco* explica:

Mobilizar a aprovação de uma lei da cultura no congresso nacional é um caminho longo de muito diálogo e mediação, mais do que isso, é um reencontro com o ser brasileiro.

O grupo responsável pela articulação e sistematização da Lei da Emergência Cultural Aldir Blanc (1075/2020) aprovada no dia 26 de maio, foi um grupo que liderou a luta pela lei cultura viva, lei griô nacional, sistema nacional de cultura e tantas outras lutas. Gente da gente. Gente que cresceu sendo griô aprendiz de mestre griô mateiro e violeiro no interior da Bahia; que cresceu no teatro de rua da Lapa no Rio de Janeiro; que vendeu empadinha na rua, resistiu na ditadura e estudou história na universidade pública de São Paulo; gente que a escola não ensinou a escrever, mas que uniu a contação de história com a tradição oral pra reinventar um palco da vida na Vila Industrial de Campinas. Gente que cresceu misturando poesia com produção, tecendo mapas culturais no Ceará. É gente que lava prato, passa pano no chão, sobe no palco e corre pra falar na live.

É gente assim que faz um dia, no meio de uma pandemia, virar um dia histórico. Que sonha longe do próprio espelho, não tem tempo pra cair e é livre dos egos capitalistas e racistas, ladrões de sonhos. É gente de ponto de cultura, de rádio e TV comunitária, de terreiro, de comunidade tradicional. Gente trabalhadora da cultura, que cresceu de baixo para cima aprendendo como se costura cultura, arte, educação, tradição oral, política, economia solidária, comunicação e muitas outras belas palavras.

Gente assim, telefonou e marcou parlamentar por parlamentar desse Brasil; liderou Webconferências  e se multiplicou em mais de 1000 mil gentes representando conselhos e secretarias de cultura, terreiros e aldeias, teatros e museus. Gente assim criou uma infinidade de textos e vídeos; fez um tuitaço acontecer logo de manhã, chamou a atenção de um país continental nas redes sociais; virou noites escutando e sistematizando propostas, conversando com lideranças de todas as áreas da arte e da cultura.

É gente de muita amorosidade e estratégia pra fazer unanimidade no meio de uma pandemia com uma das maiores crises políticas entre as forças que sempre polarizaram os conflitos de nossa história. Foi tanto diálogo mediado por essa gente que cinco PLs, incluso a PL 1075/2020, de autoria de Benedita da Silva (PT-RJ), ao lado de parlamentares de diferentes partidos, foram juntadas. Depois, uma grande caminhada de conversas pelo país com a relatoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Se você ainda não faz parte dessa gente, se você ainda conjuga o verbo ser povo brasileiro na terceira pessoa, se você ainda pensa que não existe esperança, ou que tem que enfrentar sozinha(o) essa crise política e pandemia, se junte a essa gente. Se transforme em povo brasileiro e lute pela LEI DE EMERGÊNCIA CULTURAL!

 

*Lillian Pacheco - educadora e escritora idealizadora da Pedagogia Griô.

Por Vera Alves - Cultura Centro-Sul