Apocalipse tecnológico – como evitar?

Sábado, 08 de Junho de 2019.

Apocalipse tecnológico – como evitar?

Imagine um futuro não tão distante, onde máquinas inteligentes substituem a mão-de-obra humana em grande parte dos trabalhos, aumentando a produção, otimizando o tempo, desburocratizando serviços e desonerando a folha de pagamento? Parece perfeito, né? Só que não. Uma pesquisa, feita recentemente pela empresa Edelman Intelligence, apresentada em um evento no Rio de Janeiro na última quarta-feira, 5 de junho, mostrou que quase metade da população mundial teme as conseqüências do avanço da tecnologia, por medo de um colapso social.
O estudo, que foi realizado em 27 países, com cerca de 33 mil participantes, abordou a temática sob diversos aspectos. E alguns dos resultados são interessantes. Por exemplo: dentre os entrevistados, 47% acreditam que as coisas estão andando rápido demais, o que pode ameaçar seus empregos e ocasionar um caos social. E mais: que 77% das pessoas crêem que as corporações de tecnologia deveriam contribuir com a educação da coletividade, auxiliando na preparação dos cidadãos para as constantes novidades do setor.
À parte o alarmismo causado pelo assunto, temos aqui dois pontos a considerar: as ferramentas tecnológicas tendem, de fato, a se refletir negativamente no mercado de trabalho? Depende. Isso porque as mudanças ocasionais por que fatalmente passa o mundo, de fato, obrigam-nos a reconfigurar nossos papéis. Foi assim na transição da idade média para a idade moderna; foi assim com a revolução industrial; com as mudanças nos meios de transporte e de comunicação. Com isso, trabalhadores têm de se adequar. Hoje, não temos mais copistas de livros, operadores de telex, cardexistas (organizadores de fichários), vendedores de k7. As locadoras de vídeo estão quase todas extintas.
Por outro lado, temos agências e serviços de streaming, como a Netflix, e profissões como auxiliar de serviços administrativos, que realizam distintas atividades. Temos a popularização de trabalhos até então nem sonhados, como seos, influencers digitais, blogueiros, youtubers e empreendedores dos mais diversificados ramos, atuando e potencializando suas vendas pelas plataformas digitais. E por aí vai. Ou seja, o mercado muda. E nós, para não ficarmos atrás, temos que mudar também.
O que leva à segunda questão: as companhias devem se engajar na educação da coletividade? Sim. Sem sombra de dúvidas. Para, justamente, evitar um suposto caos, temos que trabalhar a tecnologia a nosso favor, saindo da própria zona de conforto. E estas empresas poderiam nos auxiliar, através da educação, nesta transição. Se nos aliarmos por um objetivo comum, qual seja, um futuro com qualidade, respeito, igualdade e sustentabilidade, todos saímos ganhando.
#BOMFIMDESEMANA


 

Por Daniele Barizon

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