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As Analogias Como Método

Quarta, 02 de Dezembro de 2020.

Atualizado em Terça, 01 de Dezembro de 2020 às 18:15 horas.

 

O método logosófico, fonte de conhecimentos transcendentes, utiliza de várias formas para fazer sentido para aquele que escolhe estudar Logosofia. Analogias e imagens são adotadas para favorecer a compreensão de conceitos ainda novos e complexos.O conceito de vida, por exemplo, pode ser apresentado pela imagem de um edifício em construção.
Imaginemos que, ao nascer, herdamos um terreno sobre o qual poderíamos começar uma grande obra. Seria necessário, primeiro, nos capacitar para executá-la, conhecendo as leis naturais que governam a construção e seu projeto arquitetônico, para que não houvesse surpresas desagradáveis. A matéria-prima desde edifício deve ser, portanto, o conhecimento.
Os construtores da maior obra: a vida
Deus, o generoso arquiteto, que desenhou o projeto desse edifício, nos deu liberdade para moldá-lo de diversas formas, com “material” de sobra disponível em sua Criação. O único critério que impõe para acessá-lo é que não se burlem as leis naturais que mantém o edifício em pé.
Cada um, à medida que vai tendo condições internas e mais consciência sobre o valor dessa construção,vai estudando e aprendendo com esse projeto, como um “mestre de obras”, errando e realizando reformas de vez em quando, mas edificando,até que alcance a imagem plasmada pelo arquiteto. Aquilo que vai aprendendo vai sendo registrado e processado pelo engenheiro, que acumula a experiência em forma de conhecimentos que poderão ser usados em outras obras futuramente.O espírito humano, por meio de cada obra que realiza ao longo das etapas de seu existir, vai se aproximando da imagem ideal do projeto.
A maioria de nós passa a vida inteira sem edificar nada em seu terreno. Por falta de “material” ou de um “mestre de obras”, deixam passar a nobre oportunidade de erguer um edifício em seu terreno interno. A consequência é o acúmulo de entulho, jogado ali por qualquer transeunte que por ali viu a oportunidade de se alojar temporariamente (ideologias, crenças, pensamentos alheios, etc.). Na medida que a matéria inútil se acumula ali, cada vez mais parece impossível erguer-se qualquer coisa sobre esse terreno baldio.
É necessário que homens e mulheres se ocupem dessa obra, que deve ser construída no terreno de sua própria vida interna, para que não sejam vítimas dessa tragédia moral e espiritual que vem assolando o mundo.O foco excessivo nas obras materiais – dinheiro, problemas sociais, políticos, etc. – leva ao abandono da obra espiritual que é prerrogativa única de cada indivíduo humano,e que deveria ser a base para todas as demais.
Oxalá isso seja percebido por muitos, para se evitar que mais depressão e tragédias manchem o futuro da espécie na qual tantas esperanças foram depositadas pela própria natureza e por seu arquiteto.
Pensamentos de Augusto Salles
Estudante e Docente de Logosofia
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