Consciência, Essência Da Vida

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 27 de Fevereiro de 2019.

Geralmente, ao se tratar da consciência humana, é comum ouvirfalar dela de forma vaga e ainda despojando-a do atributo superiorque configura seu significado. Entretanto, penetrando nela maisprofundamente, em sua mais elevada acepção,chega-se à conclusãode que ela é a própria existência; mas, como essa raiz em muitosdos seres humanos se desprendeu, simbolicamente falando, daterra que a nutria, encontra-se, como as plantas parasitas, sustentando-se graças à vida de outras raízes e de outras árvores. Issoexplica por que muitas pessoas perderam a memória de seus própriosdias, ou seja, a recordação de inúmeras coisas que, aprendidasdurante a vida, poderiam servir-lhes de guia para o futuro, masdas quais não guardam vestígio algum na memória, porquanto suaconsciência permaneceu alheia a elas.
Coisa bem diferente acontece quando a consciência, que chamamosraiz da existência, se nutre com todos os elementos que lhesão oferecidos pela Criação, de onde ela mesma surgiu.
As coisasdo passado vivem no presente, tal como se a vida as houvesseimantado para não esquecer um só detalhe de tudo que lhe possaser útil no futuro.
A árvore que viu a luz de milhares de dias, queesteve presente durante épocas inteiras, não pode narrar tudo oque aconteceu no transcurso dessas épocas. O homem, diferentemente,embora seja testemunha, como a árvore, dos fatos que vãoocorrendo ao longo de sua vida, pode conservar a recordação nítidade tudo aquilo que rodeou sua existência e narrar esses fatos.
Aconsciência, animada pelos conhecimentos que nela são registrados,é tanto mais pródiga ao chamado da inteligência para auxiliá-lana recordação do que necessita, quanto mais ricos são os cultivosdo saber realizados peloindivíduo.
A importância fundamental de tudo o que se grava na consciênciaserá por nós estimada se tomarmos como exemplo o caso de dois seres,um que passou sua vida sem fazer nem pensar nada e outro que, nomesmo número de anos, cultivou seu espírito, pensou e realizoumuito. Se fôssemos ler o que nos podem dizer essas duas vidas, constataríamosque na primeira não há nada escrito, tal como se não houvesseexistido, enquanto na segunda encontraríamos impresso, comcaracteres inapagáveis, o que pensou e realizou. Igualmente, pode-secomputar em séculos, anos, dias, horas, o valor da vida, tendo semprepor base os dois exemplos citados: o daquele que nada pensa e nada faz e o de quem torna fértil sua existência, esforçando-se em ser útil asi mesmo e à humanidade.
da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo 2, pág. 239
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