Critérios decisivos para escolhas de deputados federais, estaduais e senadores nas eleições de 2018

Sexta, 21 de Setembro de 2018.


Em 07 de outubro de 2018 o povo brasileiro irá às urnas. Um direito surrupiado por 25 anos durante a ditadura empresarial militar (1964-1985). Ficamos sem eleger presidente de 1960 a 1989, quando Fernando Collor (PRN) foi eleito no segundo turno contra Luis Inacio Lula da Silva (PT). Especialmente no Rio de Janeiro vamos eleger, além de presidente, governador (a) do Estado, 2 senadores (as), 46 deputados (as) federais e 70 deputados (as) estaduais.
Esses 4 anos de 2014 a 2018 precisam servir para lembrar a cada cidadão desse país- e especialmente os do Rio de Janeiro- para que alguns erros não sejam cometidos. Parece não haver dúvida sobre alguns pontos. Por exemplo: todos concordamos que a Reforma Trabalhista, a lei das Terceirizações, livrar duas vezes o presidente golpista Michel Temer (MDB) da investigação pelos muitos casos de corrupção foram pontos que prejudicaram profundamente a vida de todos os brasileiros e brasileiras. Creio não haver discordância disso para a maioria da população- salvo os megaempresários que poderão lucrar mais com a exploração mais elevada da reforma trabalhista e lei das terceirizações. Também poucos discordam que frente ao Impechment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, as denúncias com fartas provas contra Michel Temer deveriam gerar seu afastamento. Não possui condições de seguir a presidência diante dos fatos que seguem aparecendo.
No caso do Estado do Rio de Janeiro, também devemos recordar os momentos emblemáticos. Alguém discorda que a crise porque passamos, com atrasos de pagamentos a servidores e fornecedores, está diretamente ligado ao projeto capitaneado por Cabral\Pezão\Piciani (MDB)? Alguém discorda ser impossível enfrentar os problemas do Rio de Janeiro (segurança pública, transporte, economia, infra estrutura, Educação, saúde) se enfrentar a máfia acima mencionada? É impossível separar os atos de corrupção de Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Piciani, Paulo Melo, Albertassi, Sergio Cortes (Secretário de saúde de Cabral e Pezão) da profunda crise que estado tem vivido! Eles estão na disputa com novos nomes.
Vemos muitas pessoas sem esperanças, repetindo que todos os partidos são iguais; que todos querem apenas se dar bem; que não há diferença entre eles. Vamos pensar em critérios simples e objetivos na hora de decidir nosso voto para deputado federal, estadual e senador.
1) Seu candidato ou o partido votou a favor da Reforma trabalhista? Nesse link está a relação https://www.anf.org.br/reforma-trabalhista-veja-como-votaram-os-deputados-do-rio/
2) Seu candidato ou partido dele votou para que Temer não fosse investigado 2 vezes? Segue relação. https://www.anf.org.br/20-deputados-do-rio-votam-contra-investigacao-de-temer-saiba-quem-sao/
3) Seu candidato votou para revogação da prisão de Jorge Piciani, Albertassi e Paulo Melo? (https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia /veja-como-votou-cada-um-dos-deputados-da-alerj-quanto-a-revogacao-das-prisoes-de-picciani-melo-e-albertassi.ghtml)
4) Seu candidato ou partido assinaram em novembro de 2015- antes do impeachment de Dilma Rousseff - manifesto de apoio a Eduardo Cunha? (https://congressoemfoco.uol.com.br/ especial/noticias/partidos-da-base-governista-divulgam-manifesto-de-apoio-a-cunha/)

Essas quatro perguntas são essenciais para não votar em partidos e candidatos que certamente não servirão aos interesses da maioria da população. Posição mais perigosa é acreditar que partido não importa! Os exemplos acima mostram que partido importa demais. Candidato segue orientação do partido.

Marcelo Paula de Melo é doutor em Serviço Social (UFRJ) e professor da EEFD-UFRJ

Por Marcelo Melo

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