Cuidados básicos em épocas de visitas dasaves de rapina

Sábado, 15 de Setembro de 2018.

Com aproximação do pleito eleitoral muitos são os forasteiros que surgem do nada e passam como meteoros na órbita das nossas cidades. Comportamento absorto similar ao de aves de rapina, com garras fortes e visão de longo alcance. Movidos por interesses exploratórios de território alheio, cujo alvo predileto são pessoas humildes, ingênuas, crédulas. Presas fáceis para consolidar vantagens eleitorais que os manterão nas casas legislativas do senado e câmara dos deputados. Digo forasteiros pela falta de propósito da visita descabida. Sem qualquer vínculo histórico com nossas cidades, o que logo se torna evidente pela desconexa verborreia proferida, apelam para abordagens gerais como estratégia oportunista de identificação com nossas lutas, demandas e expectativas sociais.
O fato de não haverem se apresentado disponíveis e contribuído no encaminhamento resolutivo das nossas dificuldades de acesso aos recursos públicos para financiamento de programas oficiais, não é suficiente para que nos poupem das suas promessas disparatadas. Apoiados por consistente retaguarda de asseclas e movidos por interesses pessoais maliciosamente mascarados pelo fluente discurso de salvador da pátria, conquistam credibilidade das camadas menos escolarizadas da comunidade, servindo-se da intermediação de lideranças políticas regionais para o alcance de suas metas, sabe-se lá a troco de quê.
Metaforizando, diria: pena que não tenhamos vacina contra este tipo de ameaça; do contrário, oportuno seria nos valer da imunização, a exemplo da atual investida da Atenção Básica de Saúde, com objetivos de se atingir cobertura de 99% da população alvo. Diante disso, cabe reiterar aos pais e/ou responsáveis de crianças e adolescentes cujas carteirinhas de vacinação estejam desatualizadas, enfatizando a importância da vacinação contra sarampo, caxumba, poliomielite, entre tantas outras. Afinal de contas, tratam-se de doenças de prognósticos imprevisíveis. Podendo deixar graves sequelas neurológicas, funcionais e sensoriais, que lhes debilitam a saúde e comprometem a qualidade de vida dos infectados, razões suficientes para que todos mantenhamosnossos amigos e familiares imunizados.
A recomendação é de que procurem informações nas Unidades Básicas de Saúde mais próximas das suas residências, a enfermeira responsável pela unidade saberá como melhor lhes atender e orientar. Pode até ser que se esteja frustrado por não ter conseguido seu medicamento de uso regular, material para fazer curativos, marcar exames, consultas, nas Unidades Básicas de Saúde, mas, esteja certo que vacinas não faltam.
Trouxe o impasse do desabastecimento e falta de celeridade nos atendimentos que vivenciamos no setor saúde, para ilustrar o descaso que políticos de carreira têm para com questões essenciais pertinentes à nossa saúde. Esses mesmos personagens sazonais que agora buscam nosso apoio, muitos acumulam mandatos consecutivos as custas daqueles que se deixam envolver pelas suas conversas fiadas, promessas baldadas, ilusórias, vãs.
Em tempos de crise de fiscal não se pode perder tempo e oportunidade do racional uso do nosso direito de escolha eleitoral. Mais pertinente seria optar pelos que tenham ficha limpa,sejam frequentes apoiadores dos nossos pleitos, sustentemhistórico de serviços prestados à nossa sociedade, residam na nossa região, independente do vínculo partidário, este apenas rótulo transitório. Mais importante ainda deve ser o realizar consulta nas bases de dados disponíveis nos sítios da Justiça Eleitoral e organizações sociais que lutam pela ética na política,porque sempre ajuda na escolha da opção que mais se adeque às nossas expectativas e necessidades.

Por Dr. Willian Machado

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