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De volta ao Egito

Quinta, 16 de Abril de 2020.

  No último domingo, me senti no Egito como se estivesse me preparando para celebrar a páscoa. Conheço e leio a história de Moisés e a preparação da saída do povo hebreu e sua fuga da escravidão do Egito há muitos anos. Mas confesso que foi preciso estar “presa” em casa, só após ter que passar por uma sensação de ter que tentar me esconder de uma doença (vírus) que passei a perceber e sentir o que Moisés e seu povo passou durante o momento em que estiveram que ficar presos em casa para não terem seu filho primogênito levado pela última praga, para não serem mortos. Sabemos que tiveram que ficar dentro de casa, matar um cordeiro celebrar de forma que pudessem preparar a primeira páscoa. Só que para seus primogênitos não serem atacados pelo anjo da morte, os hebreus teriam que passar o sangue do cordeiro nos umbrais de suas janelas e portas. E durante anos sempre pensei que todos os hebreus obedeceram a ordem de Deus e ficaram em suas casas, mataram o cordeiro e passaram o sangue nos umbrais. Mas hoje, após estarmos passando por essa situação jamais imaginada por nós, percebo que sempre teve e sempre haverá pessoas que não acreditam e não obedecem o que é passado. Acredito que algumas pessoas não acreditaram em Moisés e duvidaram. Infelizmente nem todas as pessoas estão dispostas a fazer sacrifício ou pagar um preço. Quando vemos pessoas debochando do que está acontecendo, mesmo vendo quantas pessoas estão morrendo em outros países, penso que só nos resta fazer a nossa parte. Quando vemos pessoas conversando em grupos, que saem sem necessidade, não se previnem e dizem que só vão pegar o vírus se tiverem de pegar e que tudo isso é bobagem e que no Brasil é calor. Quanto mais vejo essas reações, penso que teve hebreus que perderam seus primogênitos porque acreditaram que não precisavam fazer o que Deus tinha ordenado, não celebraram a pascoada forma que deveriam, não passaram o sangue nos umbrais das portas e janelas pois, de repente por serem hebreus já se achavam protegidos. Existem situações que Deus não precisa e nem deve ser posto à prova. Mas assim como no Egito todos nós temos a liberdade para fazer nossas escolhas. Só não podemos nos esquecer que nossas escolhas podem ter consequências e que nem sempre seremos nós os afetados.

Por Suzane Ferreira

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