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Desafio da rasteira e outras ‘brincadeiras’ de mau gosto: como lidar com as modinhas de internet

Sábado, 15 de Fevereiro de 2020.

  Desafio da rasteira e outras ‘brincadeiras’ de mau gosto: como lidar com as modinhas de internet Recentemente, tornou-se viral o vídeo de um youtuber, em que ele e o irmão pregam peça na mãe: colocados à direita e à esquerda da mulher, que permanece no meio, um deles dá um pequeno pulo, em seguida o outro. Quando a mãe, por fim, pula, os meninos levantam o pé aplicando-lhe uma rasteira. Ela, como consequência, cai no chão. A ‘brincadeira’ de mal gosto logo virou febre entre os jovens, e tomou conta do ambiente doméstico e corredores de várias escolas.
Como consequência de um jogo similar, o da roleta (que consiste em girar a pessoa nos braço de outras) a adolescente Emanuela Medeiros, de 16 anos, morreu após bater a cabeça no chão e sofrer traumatismo craniano, na Escola Municipal Antônio Fagundes, em Mossoró, Rio Grande do Norte. O caso aconteceu em novembro, porém, só se tornou público esta semana. E, somente depois da notícia, é que os internautas se deram conta da quantidade de vídeos com a ‘pegadinha da rasteira’ que circulam nas redes sociais. Em um deles, dois rapazes aplicam o golpe em um senhor que, após a queda, fica desacordado. Eles riem.
Diversos especialistas já vieram a público alertar sobre os perigos da prática, que incluem lesões na coluna, fraturas e pode até levar a óbito. A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia redigiu nota informando que a queda brutal provocada pela ação pode acarretar danos irreversíveis ao crânio e encéfalo, afetando o desenvolvimento cognitivo, além de causar fraturas nas vértebras e prejuízo aos movimentos do corpo.
Infelizmente, mesmo apesar do alarma e da repercussão (que inclusive motivou o autor do vídeo original a retirá-lo do ar vir a público pedir desculpas), a ‘brincadeira’ continua, sendo a internet palco deste e de inúmeros outros desafios que podem ser fatais, como o ‘jogo do desmaio’, o de cheirar desodorante aerosol, ameaças da personagem Momo, mensagens que incitam o suicídio, etc.
O que fazer?
Antes de tudo, é preciso evitar o pânico, a disseminação de notícias falsas (de fontes duvidosas ou não checadas) e o compartilhamento dos vídeos. A propagação potencializa o conteúdo (atraindo adolescentes curiosos), ao invés de interromper o hábito.
O que não quer dizer, é claro, que não devemos alertar as pessoas. Pelo contrário, é nosso papel falar sobre o assunto e, principalmente, conversar com nossos filhos e alunos, abordando o tema maneira firme, orientando as crianças e jovens a não participarem desta ou de qualquer outra atividade que coloque em risco sua vida ou a de algum colega.
Por fim, é sempre importante monitorar o que os filhos fazem na web, além de manter aberto, de modo constante, o canal de diálogo.
#BOMFIMDESEMANA

Por Daniele Barizon