Empatia e amor ao próximo

Sábado, 02 de Novembro de 2019.

Empatia e amor ao próximo

Hoje é um daqueles dias em que vamos ocupar o espaço da coluna para falar sobre coisas boas. Porque, em meio à enxurrada de notícias negativas que recebemos – e absorvemos todos os dias – é sempre bom reservar um tempinho para divulgar aquelas ações positivas que, por fugirem à regra do que seja obrigação ou dever, são compartilhadas e viralizam nas redes sociais.
Quem conta a história é Fernanda Cruz, uma microempresária do Rio de Janeiro que viajou para fazer um curso em São Paulo. Já na volta, por coincidência dia do aniversário do seu filho de 10 anos, ela pega um metrô próximo à casa da tia, onde estava hospedada, com quatro horas de antecedência do seu vôo, que seria às 18h10. Logo que desceu na estação desejada, pediu um Uber para completar o percurso até o aeroporto de Congonhas.
Ela narra que o trânsito fluía muito pouco, enquanto o tempo passava rápido. Logo, a moça e o motorista do aplicativo, Alan, perceberam que seria complicado chegar na hora. Sem esperanças, tentou encontrar alternativas para a situação: “Comprei uma passagem promocional, então nem teria reembolso. Cheguei a pedir para a minha mãe olhar outra passagem, mas ficaria por R$ 1 mil. Não tinha a mínima condição de pagar”, explica.
Enquanto Fernanda se desesperava, Alan estava o tempo todo de olho no GPS, buscando caminhos alternativos para chegar mais rápido. Até que, faltando 15 minutos para começar o embarque, a dois quilômetros do destino, Alan parou o carro em uma rua lateral e pediu que ela confiasse nele, que eles iriam dar um jeito. Desceram do veículo, ele pegou a maior parte dos pertences dela (duas malas e três bolsas) para ajudá-la, e começaram literalmente a correr: “Vamos ter que correr, você me segue”. Ela foi, mas como tem problema no joelho, pensou em desistir. Ele não permitiu, dando-lhe forças para continuar. E conseguiram. Eles se despediram dentro do aeroporto – ela agradeceu muito – e pegou seu vôo.
Já no Rio, Fernanda fez uma postagem no Facebook, descrevendo a aventura e pedindo ajuda para encontrar o motorista. Com mais de 70 mil compartilhamentos, a publicação chegou até Alan. E ela pôde agradecer mais, finalizando: “Se houvesse no mundo mais pessoas como você, eu teria esperança de que tudo iria mudar para melhor”.
A gente concorda, Fernanda! Que exemplos como esse, de empatia e amor ao próximo, possam disseminar por aí...
#BOMFIMDESEMANA

Por Daniele Barizon

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