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Eu quero ser grande

Terça, 11 de Maio de 2021.

  Eu quero ser grande Não tem jeito. Quando um prédio é construído, um objetivo traçado no futebol, lá estão assentados os números de degraus que precisamos subir para alcançar a cobertura e a vitória.
Quando estamos ansiosos e queimamos etapas, pulamos alguns degraus, o tornozelo vira, o joelho torce e aí...

Ontem, contra o Fluminense, Felipe Surian, que vinha conquistando respeito e admiração pela segurança com que sua equipe vinha se consolidando taticamente, fechadinho lá atrás e saindo nos contra ataques, resolve queimar etapas. Engolir alguns degraus.

No intervalo, imaginou ser Rogério Ceni e que seu meia teria a mesma qualidade do Arão. E tira seu zagueiro, recua o meia e descobre, com o massacre tricolor, que não possui o elenco do Flamengo.

Com as armas que você tem, sair para o combate muitas vezes não é heroísmo. É suicídio. Como os Estados Unidos no Vietnã, perdeu no Maracanã por desconhecer o que tinha às mãos e subestimar o poder do adversário.

O topo não é apenas o lugar mais alto para um time valente, talentoso e promissor alcançar. Ontem, a Portuguesa tentou tocá-lo, em 45 minutos, com o tamanho que ainda não tem.
Não é o fim do mundo. Nada que a humildade, a culpa assumida e não repassada ao elenco, se juntem as desculpas pedidas e um novo desafio surja na carreira de Felipe Surian.

Ele, e seus valentes guerreiros, merecem novos degraus e desafios à sua frente.

Por José Roberto Lopes Padilha