Falam do rombo da Previdência e silenciam sobre os milhões gastos para salvar Temer

Quinta, 25 de Janeiro de 2018.

O “rombo” da previdência tem sido um prato cheio para a grande mídia. O mais estranho é o silêncio sobre os bilhões gastos para garantir a permanência do presidente no poder.Toda vez que a Lava Jato aperta o cerco, acende uma luz amarela no Planalto e, o corneteiro de boa embocadura sopra forte chamando os deputados e senadores da base aliada,que saem em disparada, pois o chefão não gosta de esperar. Ele paga bem, além do jantar cinco estrelas regadas a vinhos de venerandas safras servido com pompa. Enquanto saboreiam o que é comprado com o dinheiro do povo, entre uma e outra garfada, já vão alinhavando o que será exigido, além dos cargos nos ministério e diretorias, o que se estende até o terceiro escalão para colocar parentes, contraparentes, e cabos eleitorais Haja grana para manter tal balcão de negócios. Enquanto isso falta os mais simples medicamentos nos Postos de Saúde, onde os funcionários responsáveis pelo setor só sabem dizer: “não tem não”.
Nos hospitais a situação é mais dolorosa, falta leito, falta médico, falta respeito ao ser humano. Há casos em que crianças e idosos são colocados em macas nos corredores aguardando vaga, muitos acabam morrendo por falta de atendimento. Cortam verba da Saúde, da Educação, mas não cortam das sucessivas festas palacianas para festejar compras de votos de parlamentares inescrupulosos. Uma vergonhosa mercantilização que parece não ter fim.
Não adianta o presidente Temer e seu Ministro Henrique Meirelles ficarem usando espaço pago a peso de ouro nas grandes mídias para dizer que a situação está melhorando, quando todos sabem da pobreza generalizada dos brasileiros.
Tal situação acaba exercendo profunda pressão sobre os cofres públicos municipais, cuja maioria insiste em gastar mal o dinheiro que arrecada com seus impostos e os que entram no cofre via federal e estadual. Ninguém explica ao povo mais carente a falta de atenção aos que buscam por vagas em creches e escolas públicas, o abandono dos antigos planos e saúde e, como consequência, as demandas do SUS; o não pagamento ao funcionalismo público, por conta de mazelas que acabam castigando o dia a dia dos pobres. O transporte público, em sua maioria é de péssima qualidade, que não justifica o alto preço cobrado aos usuários.
A redução da inflação que tem sido tão cantada em prosas e versos, não chega até a dona de casa porque ela tem que comprar o gás de cozinha que aumenta a cada mês.
Escolhem-se ministros no Brasil apenas pelo cacife de cada um, representado por votos de seu grupo político no Congresso, não pela capacidade técnica e, por isso nada funciona a não ser para favorecer a eles próprios.
No momento em que estou encerrando esta coluna (14h35min) Os desembargadores João Pedro Gebran, LeandroPaulsen e Victor dos Santos Laus, iniciavam a votação do recurso do ex-presidente Lulana sede do Tribunal Regional Federal da 4a Região(TRF4) em Porto Alegre.O ex-presidente contesta a condenação a nove anos e seis meses de prisão,imposta pelo Juiz Sérgio Moro.
Seja qual for o resultado, muita água ainda vai rolar embaixo da ponte.
Quem viver verá.

Vou ficando por aqui.

Por Carlos Letra

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