Fiquemos atentos

Quinta, 01 de Fevereiro de 2018.

A maioria das pessoas conhece a “parábola do filho pródigo” e todas as vezes que ouvi ou tenho a oportunidade de ouvir alguma mensagem sobre ela, todos comentam sobre o filho pródigo pedir ao pai para receber a sua parte da herança mesmo sem que seu pai tenha falecido ou ter mostrado o desejo de repartir seus bens em vida. Todos nós questionamos essa atitude do rapaz. Mas ultimamente, tenho me perguntado por que ninguém foi resgatá-lo? Após ter tido uma atitude impensada e ir embora de casa o rapaz perdeu toda a herança e por isso, passou a comer com os porcos. Novamente eu pergunto por que ninguém foi resgatá-lo? Às vezes vejo que temos essa atitude com aqueles que erram e que desgarram e mesmo vendo que a pessoa está passando por dificuldades, que está sofrendo em consequência de uma escolha errada nós a deixamos perecer para apontarmos o seu erro, a sua desobediência. Vejo isso acontecer nos grupos sociais e principalmente nas igrejas. Quantas pessoas estão distante do convívio que tinham com as igrejas e infelizmente nunca tentaram resgatá-los? Afinal, muitos costumam dizer: eles já conhecem a palavra. E quando não dizem isso é porque nem se lembram deles. A função da igreja é pregar o evangelho sim. Mas é preciso cuidar, zelar pela alma resgatada. Temos que nos preocupar uns com os outros. Quantas vezes você procurou saber se aquele que você diz seu amigo, que se conhecem desde a infância se ele está bem? Às vezes cobramos a atenção dos outros, que nos visitem, mas quantas vezes você se preocupou em visitar alguém? Sabe querido leitor, nem sempre precisamos esperar as pessoas irem ao fundo do poço para buscar resgatá-las. O que poderia ter acontecido se o filho pródigo não tivesse deixado de lado o seu orgulho e reconhecer que errou? E se você fosse o filho pródigo, qual seria a sua atitude? Infelizmente existem muitos filhos desgarrados no mundo e que não tem forças para voltar atrás e pedir perdão. É nessas horas que precisamos estar prontos a socorrer, aconselhar e abraçar a tantos filhos desgarrados que certamente acabamos conhecendo e convivendo.

Por Suzane Ferreira

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