Juventude construindo uma Cultura de Paz

Quarta, 17 de Outubro de 2018.

Este ano, o mês de outubro está sendo mais especial para a juventude católica. De 3 a 28 de outubro, vem acontecendo em Roma a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e no Brasil, dia 21, próximo domingo, será realizado o Dia Nacional da Juventude (DNJ) com a temática “Juventude Construindo uma Cultura de Paz” e lema “Disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz, neste mundo vocês terão aflições, contudo tenham coragem, Eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em nossa Diocese de Valença o DNJ será acolhido pelasParóquias de Paraíba do Sul.
O objetivo desse DNJ é conscientizar e mobilizar os jovens, a partir da ideia da construção da paz, quanto ao combate à violência e à importância do papel do jovem neste processo de promoção da paz.Buscamos refletir sobre as temáticas: “Direitos Humanos”, “Cultura de Paz” e “Políticas Públicas para a Juventude”, a partir da Campanha da Fraternidade, que teve como tema “Fraternidade e superação da violência”. A juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação para pensar e repensar uma nova sociedade.
Assim, a Pastoral da Juventude incentiva os jovens também a ter participação mais ativa na Igreja e na sociedade, através de eventos voltados especificamente para eles, suprindo a necessidade que a Igreja apresenta em procurar abrir mais espaço para o jovem, em atitudes e gestos concretos de acolhimento e valorização, principalmente aos jovens em situação de risco, mais carentes e mais necessitados dessa acolhida fraternal por parte da Igreja.
O DNJ é, pois, um evento do Setor Juventude que acontece em todo o país. Foi pensado como um dia em mutirão, planejado antecipadamente, com a divisão de tarefas bem definida e uma boa avaliação ao final. O período de existência do DNJ tem sido um tempo de discussões férteis entre os grupos de todo o Brasil, na intenção de promover o protagonismo juvenil, defender a vida da juventude, anunciar sinais de vida e denunciar sinais de morte. Todas estas preocupações partem de jovens cujo encontro com Jesus Cristo determinou suas vidas. Eles O têm como opção fundamental de vida e, por isso, O testemunham.
Como a espiritualidade é uma parte relevante e muitas vezes esquecida na vida dos jovens de hoje, eles são convidados a assumir um compromisso público com sua fé, reafirmando sua adesão à Igreja e sua preocupação com a Comunidade, inclusive convidando e incentivando outros jovens a participarem também. O DNJ no Brasil assim reveste-se de um caráter missionário, pois está inserido no Mês das Missões.
O Papa Francisco, em Cracóvia, disse aos jovens: “queridos jovens, em Cristo encontra-se a plena realização dos vossos sonhos de bondade e felicidade. Só Ele pode satisfazer as vossas expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas. Como disse São João Paulo II, ‘Ele é a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que não vos deixa ceder a compromissos; é Ele quem vos impele a depor as máscaras que tornam a vida falsa; é Ele quem vos lê no coração as decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar’. É Jesus quem suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo grande”.
Contamos assim, com o engajamento dos vários movimentos juvenis atuantes em nossa diocese (Pastoral da Juventude, Emaús, Focolare, Segue-me, EAC, Jufra,...) nesse evento evangelizador. Que consigamos incluir muitos novos jovens nessa caminhada! Uma atenção prioritária aos jovens das periferias geográficas e existenciais que em suas múltiplas situaçõesexistenciais e religiosas clamam por vida com dignidade e esperança! E saudamos assim, a Pastoral a Juventude que realizou, nesse último final de semana e em nossa paróquia, o seu encontro estadual, definindo metas e estratégias para os próximos passos de sua caminhada. E isso, além de firmar as iniciativas de inclusão sociocultural das juventudes emergentes, com as oficinas de música, capoeira e pré-vestibular social.

Medoro, irmão menor-padre pecador.

Por Padre Medoro

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