Lesões ulceradas - DST

Quarta, 10 de Janeiro de 2018.


Sífilis primária - Cancro Duro

Provas diretas (diagnóstico definitivo)
a) Microscopia de campo escuro do exsudato do fundo da lesão para visualização do treponema pallidum
b) Imunofluorescência direta - coloração com anticorpo fluorescente, diretor (DFA-TP) altamente específico e com sensibilidade maior que 90%.
c) Biologia molecular (PCR - Reação em Cadeia da Polimerase) - Espécimes podem ser obtidos dos tecidos, dos exsudatos e do líquor.
d) Teste sorológico: quase sempre negativos nas fases iniciais da doença, não se prestam a diagnóstico de certeza nessas circunstâncias.
Sífilis secundária
Nesta fase, as provas sorológicas são fundamentais e para o diagnóstico presumido, utilizando-se dois tipos de testes:
a) Testes não treponêmicos (úteis para a triagem e monitorização do tratamento).
VDRL (Venereal Disease Research Laboratory)
RPR (Rapid Plasma Reagin)
Os títulos de anticorpos podem estar relacionados com a atividade da doença. Resultados falso-positivos e não específicos poderão ocorrer em condições clínicas não relacionadas com a infecção sifilítica.
A soronegativação usualmente ocorre no período de um ano após o tratamento. Entretanto, títulos baixos (abaixo de 1:4) podem persistir por longos períodos de tempo em alguns pacientes (cicatriz sorológica).
Testes treponêmicos - utilizados para a confirmação diagnóstica
- FTA - abs (teste de imunofluorescência direta) de rápida execução e de baixo custo. Alta sensibilidade na sífilis secundária. Usualmente persiste positivo por toda vida do paciente, embora pode haver reversão em cerca de 1/3 dos casos.
- EIA (imunoensaio Enzimático Treponêmico) - Detecta anticorpos IgN ou IgG contra o treponema Pallidum. Teste rápido, apresenta alta sensibilidade e pode ser automatizado.
Sífilis terciária:
- Testes sorológicos e evidência de positividade nos testes treponêmicos
- Análise do líquor (LCR = líquido céfalo raquidiano - citológica - Pleocitose mononuclear moderado)
- Bioquímico - aumento da concentração de proteína
- Sorológica - Teste de VDRL no líquor
NOTAS:
1) Títulos séricos de teste não treponêmicos (VDRL / maior que 32 sugerem a possibilidade de lesão neurológica péla doença (neurosífilis0.
NOTA:
Em todos os estágios da sífilis a realização de testes para HIV é altamente recomendada.
CANCRO MOLE:
Exame bacteriológico do esfregaço do fundo das ulcerações. Presença de cocobacilos gran-negativos intracelular.
NOTA: Infecção secundária pode atrapalhar a interpretação dos resultados, confundindo o diagnóstico.
- Cultura para Haemophilus Ducreyi - teste definitivo porém indisponível na maioria dos laboratórios.
- Estudos biologia molecular (PCR e PCR multiplex) que detectam simultaneamente o H. ducreyi, o T. Pallidum e o herpes simples vírus, são altamente sensíveis e específicos. Entretanto, pelo seu alto custo, tais testes ainda não estão amplamente disponíveis na nossa prática diária.
LINFOGRANULOMA VENÉREO
- Dificilmente a ulceração inicial será evidenciada. Clinicamente, a adenopatia inguinal (íngua) uni ou bilateral relacionada a história sexual é o que melhor caracteriza a doença.
- Sorologia para Chlamydia - IgG, IgM e IgA (em indivíduo adultos, IgA e mais frequentemente encontrada que a IgM na fase aguda).
- Teste de fixação do complemento (título maior que 1:64) e microimunofluorescência (MIF) ( títulos de IgG maior 1:256) são altamente sugestivos de doença infecciosa invasiva pelo LGV (Linfogranuloma Venéreo). Entretanto, resultados falso-positivos e falso-negativos e a interpretação dos teste sorológicos para doença ainda requer padronização.
- Cultura - Material colhido da lesão ou do aspirado do bulbão.
- Os testes de biologia molecular podem identificar os subtipos de chlamydia causadores do LGV, porém, testes ainda não estão disponíveis comercialmente no Brasil.
- Imunofluorescência direta da lesão genital (swab) quando presente, ou do aspirado do bulbão.
- NOTA: em homens que mantêm relações sexuais com homens homossexuais, pode-se evidenciar uma proctocolite com sintomas primária do LGV, e sua associação com HIV é relevante.
DONOVANOSE
Cito diagnóstico com visualização de corpúsculo de Donovan em macerado de tecido ou biópsia (coloração de Giemsa, Leishmanr ou wright) é o método mais utilizado.
NOTA: O Calymmatobacterium (Klebsiella0 não cresce facilmente em meios de cultura e as técnicas de detecção gênicas para PCR têm aplicação restrita.
DONOVANOSE
Citodiagnóstico com visualização de corpúsculo de Donovan em mascerado de tecidos ou biópsia (coloração de Giemsa, Leishmanr ou Wright) é o método mais utilizado.
NOTA: O Calymatobacteriuym (Klebsiella) Granulomatis não cresce facilmente em meios de cultura e as técnicas de detecção gênicos por PCR tem aplicação restrita.
Uretrites: Gonocócicas e
Gram na secreção uretral.
Cultura de Agar de Thayer-Martin
Antibiograma (devido a resistência bacter)
Uretrite não gonocócica (Chlyamydianas)
Mycoplasma
Ureaplasma
Trichomonas vaginalis
Outros patógenos; Adenovírus
Bactérias Entéricas
Vírus de Epstein Barr
HIV
lesões genitais exofítica / molusco contagioso
diagnóstico clínico
coleta: Giemsa ou Tzanck

Por Dr. Eneas Zandomênico

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