Minha terra tem Ulisses, onde cantam Roberto e Ronald Saar

Sexta, 14 de Dezembro de 2018.

Minha terra tem Ulisses, onde cantam Roberto e Ronald  Saar

São 80 anos de vida. E de pura arte. Apesar de nova, nossa cidade tem revelado talentos de sobra. E como eles nos enchem de orgulho. Ao receber a arte de Ulisses Araújo para a camisa oficial do Bloco da Barão, onde é homenageado Joel São Tiago, o Menestrel da Cultura, fiquei a admirar o trabalho deste que já é considerado um dos maiores caricaturistas do país. Sua Maria Bethania ganhou capas de revistas mundo afora. E seu Gandhi, venceu a mostra Diógenes Taborda, uma das mais conceituadas do mundo. E o bloco abre-alas oficial do carnaval de Três Rios terá o privilégio de exibir, em seu desfile de numero 4.2, camisas que levam uma assinatura que não tem preço. Tem berço. E fazem história.
Daí você percebe a sua volta que nossa dupla Roberto Aziz e Ronald e Saar venceu um outro festival de música. Que os quadros de Paulo Valentim deixaram a Exposição do Olga Sala e ganharam importantes paredes do Morumbi e do Jardim Botânico. Teatro? O melhor diretor, Rodrigo Portela, Prêmio Shell 2018, mora por aqui onde respira GATVC desde o primeiro dia. Sua peça de estreia, O Lixo é um luxo, foi no Colégio Rui Barbosa. E quando o assunto é medicina, o nome do nosso vizinho, Dr. Rossano Alvim Fiorelli, já se tornou uma referência nacional. André Luiz foi nossa voz na Rádio Globo, Ferreirinha impôs sua classe nos gramados da Espanha e o Gérson, o pivô da Escolinha de Basquete do Carlos Filipe, está exibindo sua arte pelas quadras dos Estados Unidos.
Somos orgulhosos moradores de Três Rios. E quando os rios que lhe deram origem se encontram no Pontal, obra e legado do saudoso Xeleco, ganham, no Vanguarda da Comunicação, de Edson Jorge e Luis Carlos Silva, a voz imponente de Humberto Bello. Descem Paraíba do Sul afora com os versos de Maria Aparecida Bravo Xavier. Já os contos de Carlos Almeida, seguem pelo rio Piabanha e os romances de Rafael Padilha descortinam as águas claras do Paraibuna. Ao final, distribuem literatura que abastecem a cultura, a arte e o entretenimento de toda uma região através das obras da Cinara Jorge e Ezilma Teixeira.
Não damos um só passo sem tropeçar em um grande artista, como Evandro Farah e sua criatividade explicita em prol comunicação. Até o carnaval, Pádua e seus poemas em forma de samba enredo irão harmonizar as quadras. E Juninho Pernambucano levará para a avenida preciosos enredos transformados em alegorias. Tudo para que ao final o campeão levante uma estatueta do Trajano Antunes. Ou se perpetue na praça em uma estátua do Ozorinho. Poucas cidades vão cantar Parabéns para Você tão orgulhosa dos seus filhos como a nossa. Que ela tenha muitos anos de vida porque de talento, criação e arte, nesses 80 anos de vida, foi até covardia.

Por José Roberto Lopes Padilha

B01 - 728x90