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Monsieur Paulo Cesar

Terça, 26 de Maio de 2020.

Atualizado em Quarta, 27 de Maio de 2020 às 14:53 horas.

  Monsieur Paulo Cesar

Aprendemos, na literatura, que clássicos são aqueles livros, como a Bíblia, Guerra e Paz, O Capital, até mesmo O Pequeno Príncipe, que varam gerações “porque nunca deixam de dizer o que se propuseram a dizer”. Falava sobre isto em uma viagem ao Rio quando a JB FM tocou Mr. And Mrs. John, de Billy Paul, e meu filho, Guilherme, achou a musica maravilhosa.
E se espantou quando disse que a comprei num Compact Disc importado na Modern Sound, quando tinha a sua idade. Daí um amigo dele, que estava no banco de trás, comentou que se tratava de uma musica bem antiga. Foi aí que o corrigi: não era antiga, era uma música clássica.
Daquelas, como My Way, Hey Jude, O Bêbado e o Equilibrista, La Boheme, que jamais deixarão de encantar quem tiver o privilégio de continuar a ouvi-las. Elas surgiram no disco, foram ao cassete, aos CDs e vão ocupar tantas tecnologias quantas forem inventadas pelo homens. A arte se eterniza num livro, num quadro, em uma música.
E quando o assunto pulou para o futebol, pois a Linha Vermelha continuava engarrafada, e falamos de jogadores como Paulo César Lima, do que representou sua arte para a cultura do nosso esporte ao receber, na França, nos salões da sua nobreza sua ordem máxima, a Medalha de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, instituída por Napoleão Bonaparte, em 1801, e o mundo passou a compreender quem produz e eterniza os maiores clássicos do futebol.
Se artistas como Johann Moritz Rugendas, um pintor alemão, veio ao nosso país retratar a paisagem e os indígenas, entre 1822 e 1825, nos apresentando ao mundo, Paulo César Cajú exibiu, nos gramados franceses, nossa melhor e mais genuína obra de arte que são pintadas com os pés.
Uma arte única, de um tempo que não voltará jamais, e que será cultuada por muitas gerações porque ninguém formará outra seleção brasileira de futebol como as brasileiras de 1970 e 1982.
Quando estivermos na sala e o Baú do Esporte abrir suas jogadas de Shakespeare, reprisar suas cobranças de falta ao som de Billy Paul, não será difícil saber porque Pelé, PC Caju, Zico, Gérson, Romário e Rivelino se tornaram “um clássico”.
Eles nunca deixarão de encantar quem emoldurar no futebol, em todos os tempos, sua mais pura sublime expressão.

 

Coluna pulbicada apenas no site

Por José Roberto Lopes Padilha

Crédito da Foto: Reprodução

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