O amor é o melhor remédio

Sábado, 20 de Julho de 2019.

O amor é o melhor remédio

O assunto é sério: estes dias, uma moça chamada Alinne Araújo desabafou em seu perfil no Instagram sobre a situação que estava vivendo: iria se casar, no último fim de semana, com Orlando Costa. Ele, porém, terminou o relacionamento por WhatsApp na véspera da cerimônia. Ela decidiu aproveitar a festa já paga e casar consigo mesma. Assim fez. Em seguida, postou fotos e vídeos do evento. A Internet não perdoou. Por ser blogueira, choveram críticas e ataques sobre sua postura. Diziam que ela estava apenas fazendo marketing e – expressão corrente para dizer que desejava chamar a atenção – ‘querendo biscoito’. Na segunda-feira, dia 15, Alinne suicidou-se.
O burburinho recomeçou. Os comentários ofensivos na publicação dela, como que por encanto sumiram, dando lugar a mensagens de apoio e julgamento feroz aos que supostamente conduziram a jovem a tal ato: o noivo e os haters (odiadores) da web. E a metralhadora girou na direção de Orlando, que acabou deletando seu perfil na rede social.
Não nos cabe, aqui, arbitrar responsabilidades. Nem levantar hipóteses sobre a fatalidade. E, embora psiquiatras e psicólogos sejam quase unânimes em afirmar que achar culpados não é a solução, sabemos a força que palavras e atitudes depreciativas têm diante de indivíduos que sofrem de depressão. Por isso mesmo devemos ter cuidado redobrado, seja com o que partilhamos no ciberespaço, seja em nossas ações perante aqueles que, antes de tudo, necessitam de acolhida. Alinne já havia tentado suicídio em outras ocasiões. Depressão não é brincadeira. Basta um gatilho (no caso dela foram o abandono e o ódio virtual) para deflagrar a crise, que pode ser fatal. Isso se aplica a bullying, relacionamentos abusivos e circunstâncias em que pessoas enfrentam momentos difíceis, como desemprego, abandono e rejeição, dentre outros.
Para aqueles que passam por qualquer desconforto emocional, vale registrar duas dicas: procurar ajuda, claro, é a primeira delas. Nem sempre é possível enfrentar as dificuldades sozinho, o que não é nenhuma vergonha. Por fim, afastar-se das redes sociais (ou de determinados ambientes online) pode ser benéfico. A internet tem coisas boas e ruins. Quando nos expomos, estamos abertos a críticas. Se houver dúvidas de que não conseguimos lidar com elas, melhor fugir um pouquinho e focar naquilo que ajude a restabelecer a saúde, como os instantes em família, o trabalho de que gostamos, os exercícios que nos fazem bem, os livros interessantes, as páginas de conforto e autoajuda, o suporte religioso sempre à disposição.
No mais, cuidemos de espalhar amor, o maior e melhor remédio contra o ódio.
#BOMFIMDESEMANA


Por Daniele Barizon

Crédito da Foto: Divulgação internet

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