O “BBB” da Música Erudita

Sábado, 17 de Agosto de 2019.

O “BBB” da Música Erudita

Engana-se aquele que, ao ler o título, deduz tratar-se de algum “reality show” em que músicos são confinados em um espaço disputando algum prêmio. Os três Bs da música erudita é uma convenção utilizada por estudiosos e connoisseurs (pessoas que se dedicam profundamente a um determinado assunto) para designar os compositores J. S. Bach, L. van Beethoven e J. Brahms. Cada um desses compositores é considerado representante máximo do período em que viveu, situando-se, respectivamente, no Barroco, Classicismo e Romantismo.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) nasceu em uma família tradicional de músicos. Instruído desde a infância por seu irmão mais velho, Johann Christoph, desenvolveu grandes habilidades musicais e, aos quinze anos, já atuava como músico, na cidade de Lüneburg. Nesta idade, entrou em contato com importantes compositores e organistas, que exerceriam grande influência em sua música.

Após, percorreu por diversas cidades, estabelecendo-se em Weimar, onde atuou como organista e diretor de orquestra. Foi, depois, para Coethen, onde permaneceu até 1720, estabelecendo-se, logo após, na cidade de Leipzig, desta vez, em definitivo. Bach foi um dos mais prolíficos compositores do mundo, com cerca de 1400 peças compostas (estimativa), das quais cerca de 1100 encontram-se catalogadas. Compôs obras de quase todos os gêneros: cantatas, obras orquestrais, de instrumentos solistas (em especial para os instrumentos de teclado: órgão e cravo), sendo a ópera o único gênero onde Bach não se aventurou.

Ludwig van Beethoven (1770-1827), figura de personalidade forte, foi a síntese de todo o período Clássico, uma consequência do movimento artístico denominado “sturm und drang” (trad.: tempestade e trovões. Movimento cultural germânico que buscava assustar, surpreender, dominar pela emoção; enfatizando uma abordagem antirracional e subjetiva das artes). Adepto das ideias liberais francesas, Beethoven foi um dos maiores expoentes da música em seu tempo.
De sua extensa produção, destacam-se suas nove sinfonias, concertos para instrumento solista e orquestra, peças para instrumento solo (destaque para o piano), música de câmara, coro, peças sacras e sua única ópera, “Fidelio”.

Johannes Brahms (1833-1897), músico de origem humilde, começou seus estudos musicais em casa, com o pai, que era contrabaixista na orquestra da cidade de Hamburgo. Aos oito anos, recebeu instruções avançadas em música e, aos quatorze, pôde estrear como pianista solista em um concerto. Aos vinte anos dirige-se para a cidade de Dusseldrof para ter aulas com o renomado compositor e pianista Robert Schumann. Este fica impressionado com o talento do jovem rapaz, e lhe abre os caminhos para o sucesso. Parte para Viena, na Áustria, onde sua obra causará grande repercussão. Grande compositor, pianista e regente, Brahms permaneceu ligado ao pensamento de Bach e Beethoven através de sua obra, grandiosa e sentimental.

Por Vinícius Pereira

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