O brasileiro e o acesso à internet

Sábado, 21 de Julho de 2018.

O brasileiro e o acesso à internet

Que o brasileiro gasta muitas horas do seu dia na internet não é nenhuma novidade. Diversas pesquisas já apontaram que estamos entre os países cujos usuáriospassam mais tempo na rede. E nossas preferências são constantemente medidas por estas análises: de acordo com o IBGE, por exemplo, dos 116 milhões de pessoasque acessam o ciberespaço no país (na data referência de 2016, com divulgação em fevereiro deste ano), 94,5% (com idade acima de 10 anos) se conectam para trocar mensagens por meio de aplicativos. Assistir vídeos e filmes é a segunda opção, com 76,4%; chamadas de voz e vídeos ficam em terceiro, com 73,3%; em quarto, com 69,3%,estão os serviços de e-mail. Os números são altos porque estas opções não se excluem: o mesmo indivíduo pode ter indicado usar algumas ou todas as alternativas. Chama atenção o fato de que, ao menos nesta abordagem, não está entre as mais populares a perspectiva de buscar informações em sites de notícias. Preocupante, por um lado, haja vista a notória preferência pelas mídias sociais com objetivo de distração. Por outro, o quantitativo até se justifica: a popularidade dos mensageiros, como o WhatsApp, aproxima distâncias com custo reduzido ou mesmo gratuito. Outro ponto a destacar na publicação é que, apesar da grande adesão ao ambiente online, um quarto dos estudantes com mais de 10 anos não utilizam a web. Sinal de que, embora o alcance desta seja efetivo, ainda falta muito para maximizar seu acesso. Por isso, aliás, a importância de viabilizar discussões, projetos e ações que tenham por escopo vencer a exclusão digital, assim como destacar o papel das novas ferramentas tecnológicas nademocratizaçãodo conhecimento, redução das diferençassociais e difusão das oportunidades. #BOMFIMDESEMANA


Por Daniele Barizon

Crédito da Foto: Reprodução

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