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O Espírito Santo e a nova terra!

Quarta, 27 de Maio de 2020.

  O Espírito Santo e a nova terra! Esses dias são muito ricos para o conjunto das comunidades cristãs, especialmente para a Igreja Católica. Coincidem motivações religiosas e espirituais que valorizadas podem trazer inúmeros benefícios, bênçãos e graças mesmas para todo coração que sinceramente busca a Deus. Podemos e devemos aproveitar os dias de isolamento social como oportunidades de dias de encontro fecundo com Aquele que quis ficar para sempre junto de nós: Jesus Cristo!
Estamos encerrando os 50 dias do Tempo Pascal, em que o Ressuscitado outrora, hoje e em todos os tempos dá sinais de sua presença na história: levanta os caídos, cura os enfermos, reanima os desanimados, acalma os desesperados, integra os isolados, confirma a fé nas mentes e nos corações, envia e encoraja a Igreja à missão. Tempo orante muito forte que nos oportuniza uma experiência mais profunda de encontro pessoal com o Senhor Jesus, na comunidade.
Nesse mês de maio somos auxiliados por Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, com o seu exemplo e sua intercessão, no seguimento de seu Filho. Rezando, com frequência e fervor, o Terço de seu Rosário contemplamos os Mistérios da Vida, Missão, Paixão, Morte e Ressurreição do nosso Salvador. Isso fortalece a fé e nos ensina a coloca-la em prática no quotidiano de nossa existência pessoal, familiar, social, profissional e religiosa. O Terço é a Campainha do Céu: nos conecta com Deus! A Jesus por Maria!
Celebramos fervorosamente, nesses dias, a Novena de Pentecostes, ou o Setenário do Divino Santo Espírito, em obediência à ordem de Jesus aos seus discípulos, na sua Ascenção ao Céu, de permanecerem unidos em oração até serem revestido da força do Espírito Santo (Cf. At 1,4). Assim, o Salmo 103 torna-se nesses dias a oração comum dos batizados: Envia Teu Espírito, ó Senhor, e renova a face da terra!
Este Salmo nos parece ter sido escrito para a nossa súplica comum frente a nossa terra duplamente ferida, seja pela pandemia do CoronaVírusque tem ceifado centenas e centenas de vida em todo o planeta, seja pela grave crise político-econômica da nossa nação, com a democracia sob ameaça. Ambas situações ferem, sobretudo, os pobres, os que lutam, os fracos, os pequenos, as minorias, os sem terra, os sem teto, as populações de rua, a comunidade LGBT, os nordestinos, os refugiados, os abandonados, os homens trans, as mulheres trans; enfim, os que tem suas vidas consideradas como lixo, escória, que devem ser evitados, exterminados.
Aqueles que receberam o Espírito Santo prometido saíram, como Jesus, anunciando o Evangelho da Vida Nova e da Esperança, realizando sinais vivificadores e celebrando a presença do Senhor na História pela Eucaristia. Daí, o tríplice envio de Jesus a quem chama a ser seu discípulo-missionário: 1º) Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho (Mc 16,15); 2º)Isto vos ordeno: amai-vos uns aos outros(Mc 15,17); e 3º) Fazei isto em memória de mim(1 Cor 11,24). A identidade e a missão de Jesus devem assim, continuar na missão da Igreja: Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10).
Cada batizado, a Igreja toda, Templo do Espírito, estamos no mundo para renovar a face da terra. E, nesses dias de isolamento social, confinados em nossos lares, façamos de nossa casa uma verdadeira Igreja Doméstica, como os primeiros cristãos: Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos juntos frequentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E a cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação(At 2,42-47).

Medoro, irmão menor-padre pecador

Coluna publicada somente neste site


Por Padre Medoro

Crédito da Foto: Reprodução

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