O Livre Desenvolvimento Das Forças Juvenis

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 22 de Janeiro de 2020.

 

Uma das coisas que os adolescentes têm mais dificuldade de aprender é o comportamento que corresponde adotar em cada circunstância que se apresenta no transcurso de seus dias.
Pode-se dizer que entram às cegas num mundo que lhes é desconhecido, onde se produz o contraste inesperado entre o que conheciam e o que a realidade apresenta a seus incipientes juízos acerca do que é esse mundo. A pouca idade e a falta de experiência e de saber os privam das mais elementares defesas, tão necessárias para se prevenirem contra as frequentes quedas.
No jovem a reflexão mal atua, pronunciando-se só naquelas situações que intimamente o afetam, ante as quais o entendimento deve eleger a melhor conduta a seguir. Mas, sem ter conhecimento sobre as mil e uma figuras enganosas que se movem no cenário da aparência, que, muitas vezes, é tomada por realidade, logo experimenta as amarguras desse engano. Embora nesses casos, fique a experiência como precedente, para preveni-lo em situações futuras similares, é certo que tais situações podem se apresentar sob novos aspectos e diferentes circunstâncias.
Para o ser que começa a ver a vida nos momentos em que ela se transforma em existência independente e responsável, é indispensável recorrer, ao conselho dos mais velhos, para uma melhor adaptação a essa realidade cuja força ele começa a sentir. Necessita recorrer também ao estudo e à observação do que é inconveniente nele e nos outros; e, acima de tudo isso, deve realizar uma preparação de caráter integral, que, convocando todas as suas energias para o mais amplo desenvolvimento das faculdades de sua inteligência, possa muni-lo dos conhecimentos que lhe servirão para preservar-se do mal e triunfar nas lutas que precise sustentar contra as adversidades.
Nos centros universitários, o ensino que se ministra é destinado exclusivamente à preparação geral do estudante, e a especialização, que exige a aquisição de conhecimentos inerentes da profissão escolhida. Porém, ainda não foi tida em conta a possibilidade de se criar uma cátedra dedicada especialmente à preparação da juventude para a vida, na qual lhe sejam oferecidos os elementos de ilustração a esse respeito; uma cátedra que permita aos jovens aprenderem qual deverá ser seu comportamento e sua atuação nas diversas e múltiplas situações que a vida costuma apresentar.
Tal capacitação traria como resultado um melhoramento na vida de relação e um desenvolvimento mais fecundo da cultura.
Não há dúvida de que tal diretiva asseguraria o livre desenvolvimento das forças juvenis, encaminhando-as para atividades criteriosas que, por si sós, significarão uma grande contribuição para a sociedade.
da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 1, p. 173
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