ÚLTIMAS NOTÍCIAS
ÚLTIMAS

O Mercado de Trabalho e os Portadores de “Deficiência” (PCD)

Sábado, 08 de Agosto de 2020.

   O Mercado de Trabalho e os Portadores de “Deficiência” (PCD) Em um mundo cada vez mais globalizado e com cada vez mais interações sociais se faz necessário olhar com respeito, carinho, sabedoria e humildade para os Portadores de Deficiência PCD. Sabemos que um mundo que se preocupa menos com a inserção social é um mundo que deixa mais a desejar. Se pararmos para observar com atenção perceberemos que todos nós somos atores no cenário social. Todos nós já estamos inseridos na sociedade, cada um com sua própria história que está sendo construída aos poucos, cada um com suas peculiaridades, isso transcende a qualquer barreira geográfica e precisa transcender também a qualquer barreira humana, a qualquer barreira perceptiva negativa destrutiva, a qualquer muro. Precisamos nos atentar para proporcionar condições que forneçam oportunidades e dignidade para os PCD. Isso não é um favor, eles tem muito para ensinar e o que aprender, como qualquer ser humano.
A sigla PCD se refere a Pessoas Com Deficiência como mencionado anteriormente. Esta siglaremete a pessoas que possuem algum tipo de deficiência que pode ser ocasionada por uma série de fatores que serão mencionados posteriormente. A sigla começou a ser utilizada no ano de 2006, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência das Nações Unidas. Antes dessa sigla usava-se a expressão “portador de deficiência” que não é uma forma adequada de caracterização desse público, pois destacava a deficiência mais do que o fator humano. Posso dizer que esse termo focava mais na deficiência, assim como a deficiência que a própria sociedade tinha e que por vezes ainda tem de lidar com o assunto por falta de planejamento, bom senso, responsabilidade e preocupação social, ética e de sabedoria.
Vale nos questionarmos para o que é de fato deficiência e o que é eficiência. Posso garantir que existem muitas pessoas ditas “deficientes” que são mais eficientes, comprometidas, engajadas e humanizadas do que seres humanos ditos normais, que são ineficazes, improdutivos, arrogantes, ignorantes, desrespeitosos e preconceituosos. Estes podem ser considerados assombrosos, pois vivem nas sombras sem conseguir enxergar o mundo de luz diante dos seus olhos. Vale a pena dizer que as diferentes formas de preconceitos são crimes sujeitos a penalidades. A palavra preconceito deriva de qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico. Sentimento hostil, assumido em consequência de generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.
Como qualquer pessoa, eles os PCD, que prefiro chamar de Pessoas Especiais, por serem realmente especiais por tudo o que são e por tudo o que representam, estão em um processo constante de aprendizado e de construção, construção essa que pode gerar frutos de qualidade imprescindíveis para a sociedade como um todo e para humanizar mais as pessoas. Nesse mundo ninguém é completo e/ou perfeito, todos estamos na caminhada existencial, somos perfectíveis e estamos em um processo constante de transformação. Eu poderia citar aqui uma série de pessoas que colocariam muitas pessoas ditas “normais” no bolso nos quesitos humildade, conhecimento e sabedoria. Prefiro mencionar o nome Stephen Hawking para que possamos refletir. Quem não gostaria de ter uma mente brilhante dessas em sua equipe? Se trata de um homem que foi além de sua genialidade, que transcendeu a diversas barreiras e que é a prova de que viver vale a pena, e que pessoas não são meros recursos, isso é um engano, pessoas são pessoas, pessoas são seres humanos.
Faz parte da realidade brasileira uma enorme necessidade de adequação para que possamos conseguir receber e para disponibilizarmos melhores condições para os as Pessoas Especiais. Podemos perceber isso no nosso dia a dia. Já parou para observar como temos poucas rampas? Já parou para perceber quantos livros não são publicados em braile? Já reparou o quanto muitos de nós desrespeitam as vagas preferenciais? Já parou para observar o quanto muitas pessoas precisam melhorar nos quesitos humildade, paciência e sabedoria em relação a pessoas especiais? Em um mundo acostumado a falar demais, cada vez mais superficial e que corre sem parar para se observar com profundidade, ficou cada vez mais difícil encontrar pessoas que queiram simplesmente parar para aprender com o próximo. Ficou mais difícil encontrar pessoas que queiram parar para observar, para ouvir, para absorver, para enxergar o próximo e para estender a mão, para ser mais humano, menos egoísta, menos medíocre, menos desumano e menos máquina alienada. Costumo dizer que a maior deficiência está nos corações dos humanos desumanos.
A deficiência é uma limitação física, visual, auditiva ou intelectual que dificulta a realização de atividades, em comparação com “pessoas sem deficiência”. Vale ressaltar que deficiência não é sinônimo de barreira. A deficiência pode ser de nascimento ou adquirida (quando um acontecimento causa a deficiência, como doenças, doenças laborais, acidentes fora do ambiente de trabalho e acidentes de trabalho). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 24% da população brasileira é PCD. No cenário mundial esse número chega aos 10% segundo os dados da ONU. Deficiência intelectual fica com 5%, 1,3% para deficiência auditiva, 2% para deficiência física, 0,7% para deficiência visual e 1% para deficiência múltipla, que é a associação de duas ou mais deficiências. No próximo artigo irei falar mais sobre PCD e sobre as exigências legais que asseguram maiores possibilidades de inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Seja forte e corajoso. Não se apavore nem desanime.

Por Jhean Garcia