O Pensamento de Deus Se Manifesta na Criação

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 18 de Dezembro de 2019.

  Para o pensamento logosófico, Deus é a imensidão, o eterno; é a Suprema Ciência da Sabedoria, que a mente humana pode descobrir em cada um dos processos do Universo estampados na Natureza – processos exatos, ciência pura, perfeita, na qual o homem se inspira para criar a “sua” ciência.
O Pensamento de Deus se manifesta na Criação, em cujas entranhas palpita o amor que pôs nela e cujo poder a sustém. É o seu um amor que está por cima de todos os amores e que se revela em tudo o que existe; um amor que anima a vida na universalidade de suas manifestações, que não morre nunca, que jamais engana; um amor que surge do fundo da própria Natureza para nos dar alento, impulsionar-nos e comover-nos ante a imanência de tudo o que nos é dado contemplar no Universo. Com esse mesmo amor plasmou também a criatura humana e lhe conferiu o privilégio de apresentar-lhe um dia, como uma oferenda, as grandes realizações que haverão de fazer de sua vida, dessa vida que lhe entregou para que a vivesse e desfrutasse, algo útil tanto para si como para seus semelhantes.
A Logosofia situa Deus no lugar mais elevado, lá aonde jamais poderá ascender a necedade dos homens, empenhados em encapsulá-lo na estreiteza de suas concepções mentais. Proclama a existência de um Deus Universal, que une os homens numa só e única religião: a do conhecimento, meio pelo qual se chega até Ele, e a Ele se compreende, se sente e se ama, o que jamais se faz pela ignorância.
É sabido que o homem sempre buscou sua vinculação metafísica com Deus; daí a origem das religiões, das filosofias e de todos os ritos e cultos antigos e modernos. Sempre intuiu que, acima do físico, existia igualmente uma grandeza impenetrável, o que o impulsionou a percorrer uma infinidade de caminhos, sempre atrás da chave que o aproximasse a Ele. Lamentavelmente, teve de conformar-se com a fé, que, quando não é fruto de convicções profundas surgidas à luz do conhecimento, fomenta o fanatismo, que torna impossível, em todos os sentidos, a vinculação do espírito humano com o Grande Espírito Universal.
Deus tem seu altar no seio da Criação, e o tem também em cada coração humano.
No primeiro oficiam as potências cósmicas; no segundo, a consciência individual. Ali, nesse altar, a alma formula suas indagações, dissipa suas dúvidas, percebe a presença do espírito e determina níveis cada vez mais altos para seu comportamento. Ali se inclina em doce enlevo, cheia de gratidão, até alcançar o êxtase, expressão das emoções mais íntimas e felizes; afinal, que é o êxtase, senão a exaltação da felicidade em instantes de supremo equilíbrio psíquico, quando pensamento e sentimento se fundem numa só chama, viva e potente, enquanto a consciência regula a força da expansão interna?
O espírito de Deus é a Suprema Expressão Cósmica, porque nela vibra a energia universal. Manifesta-se ao homem na imanência de sua própria natureza, na inviolabilidade de suas leis e em sua inteligência, que anima e sustenta a perenidade da Criação.
Extraído do livro O Espírito, pág. 45
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