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O poder de gerir o eu – Parte III

Sábado, 09 de Novembro de 2019.

  O que nos torna tão únicos e especiais? Muitas perguntas intrigam vários terráqueos de plantão que vivem em busca de respostas para os diversos sentidos da peculiar e fenomenal existência humana. Sabemos que somos uma espécie que tem relações sexuais sem estar no cio, que come até mesmo sem sentir fome, que se comunica através do diálogo, que gesticula, que dorme em média um terço do tempo da vida, que é capaz de questionar os seus pensamentos e o meio externo, que possui atividades mentais inteligentes e que realiza feitos extraordinários tanto para o bem quanto para o mal. São inúmeros “ques”. Encontramos diversas formas de saciar nossa sede de produção e consumo que quase sempre acabam por penalizar o meio ambiente. Alteramos o curso natural das coisas para que possamos viver um ciclo contínuo de produzir, consumir e descartar, que muitas vezes é realizado de forma desnecessária e não conforme com os melhores métodos. Difícil seria jogar o lixo de nossas ações fora já que estamos inseridos no mesmo contexto existencial. Mas o que nos torna tão especiais em meio ao contexto da existência? Para início de conversa somos providos de diversas características específicas. Somos semelhantes, porém singulares. Possuímos diferenças de personalidade, talentos, habilidades einteligências, apesar de assimilarmos diversos costumes, crenças e valores.Vivemos em uma diversidade extremamente enriquecedora, mesmo tendo traços de comportamentos que se assemelham nos mais variados povos. É comum encontrar indivíduos que se perguntam se nascemos geneticamente tendenciosos ou se somos moldados e nos moldamos pelo contato com o meio que nos cerca. Alguns afirmam que vamos aprendendo com o meio em que vivemos e que não herdamos características psicológicas, que nosso caráter, nossos talentos e temperamentos são modelados pelo meio em que nos encontramos e, sobretudo, por nossa formação. Outros dão ênfase para a influência genética. Se nos aprofundarmos iremos encontrar diversas teorias para ambos os lados. Primeiramente precisamos levar em consideração que nós seres humanos estamos moldando o meio que nos cerca no que diz respeito aos princípios, conceitos, culturas, crenças, valores e convívio social. Temos diversas pessoas pensando de maneiras diferentes em momentos diferentes da vida. Estamos em constante mudança no ciclo existencial. Pessoas que pensam de um modo hoje podem vir a mudar de pensamentos e comportamentos amanhã, mesmo que isso não seja capaz de apagar o que foi escrito. De outro lado temos uma série de características genéticas enraizadas em nós que são capazes de influenciar nos padrões de comportamento. Em um processo denominado maturação os mecanismos de mudança permitem que nossas características herdadas surjam de forma gradativa, à medida em que nós nos desenvolvemos nas esferas física, mental e emocional. Ficamos então com uma incógnita capaz de intrigar os mais ilustres pesquisadores e que gera um divisão de pensamentos. Muitos já começam a compreender que somos na verdade uma mistura de hereditariedade com aprendizado. A natureza e o aprendizado desempenham papéis primordiais para a existência humana e seus respectivos modos de pensar, se comportar e desenvolver. Nascemos nus e nos vestimos de informações e decisões. Talvez o segredo esteja em viver vivendo, vendo e aprendendo. Talvez a resposta da charada esteja em abraçar o conhecimento e estar em uma busca contínua por sabedoria. Um dos segredos para que possamos nos manter nos caminhos da sabedoria é ter cuidado para não assimilar como inteligentes apenas pessoas que pensam de forma semelhante. Todo esse processo de gerir o próprio eu não é simples, não existe uma fórmula exata, cada indivíduo tem suas necessidades e peculiaridades, porém existem diversos mecanismos tendo em vista que pertencemos a mesma espécie e que somos um tanto quanto previsíveis na maioria dos casos. Cada pessoa tem sua personalidade que é formada pela forma de pensar e agir. É um verdadeiro emaranhado de características que constitui uma personalidade única.Conhecer a si mesmo é o primeiro e mais importante passo para que possamos ter representatividade na gestão de nós mesmos. O modo como agimos diante das experiências da vida refleteno espelho de nossa existência. Questione até mesmo os seus sentidos e instintos, pois eles também podem te enganar e te levar para algum lugar no qual não queira se encontrar. O humano tende a não assimilar bem as verdades que afetam as suas perspectivas ilusórias.Desconfie de tudo o que você pensa e avalie os motivos reais dos seus pensamentos e ações. Claro que seria desgastante pensar o tempo todo em tudo, mas quando precisar tomar uma decisão que merece atenção busque compreender e ser compreendido por si mesmo. Não focar apenas na informação e avaliar a instrução é um passo na direção da sabedoria.Mergulhamos em verdadeiros mares de informações com alto percentual de salinidade que precisam ser filtrados para que possam de fato nos hidratar. O humano tende a temer e negar o que desconhece e o que não reconhece. Somos partes de instantes na imensidão.Não somos anões da existência, tão pouco gigantes do universo.Não se prenda às suas certezas incertas e realize sempre que preciso avaliações mentais e comportamentais. Os pensamentos críticos são filtros de informações. Quão eficientes são os seus filtros? Reveja o script da história. Avalie o peso e o eixo da balança. Só conseguimos evoluir de forma aprofundada quando saímos das camadas superficiais e nos aprofundamos nas raízes.Ofereça para si o espelho, mesmo podendo vir a quebrar ou estando ele já quebrado. Olhe para o espelho da vida e o que nele reflete. Mas se lembre que certos pensamentos, atos, comportamentos e hábitos atraem os ratos. Quem não abraça a si mesmo não consegue compreender o valor de um abraço.Seja forte e corajoso. Não se apavore nem desanime.
Por Jhean Garcia





Por Jhean Garcia