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O poder de gerir o eu – Parte IV

Sábado, 23 de Novembro de 2019.

  O poder de gerir o eu – Parte IV Bom, nós humanos temos muita bagagem, temos de fato muitas histórias para contar. O desenho animado “Os Jetsons” começou a ser exibido nos anos 1960 e era para muitos algo extremamente ilusório e distante, é verdade que ainda não pilotamos carros voadores ou temos uma auxiliar de serviços domésticos robotizada, mas demos grandes passos e estamos a caminho de muitos outros. Podemos levar em consideração que esse mundo de informações exerce influência no eu mental e biológico. O nosso corpo se renova constantemente, nossos átomos e moléculas se renovam todos os meses, anualmente nossas células passam pelo processo de transformação. Pesquisas realizadas demonstram que, em média, 98% dos átomos presentes no interior das moléculas que compõem as células do corpo são renovados todo ano através dos alimentos que ingerimos, do ar que respiramos e dos líquidos que consumimos. Entretanto algumas células com o passar do tempo saem de campo e dão lugar para as novas. Pesquisadores ligados a um estudo publicado na “NatureCellBiology” explicam que quando uma célula morre, é comum que outras células limpem os seus restos mortais. Essas células denominadas “fagócitos” tem a função de aspirar os restos celulares. Os fagócitos são glóbulos brancos do sangue que defendem o nosso organismo por meio da ingestão de elementos considerados estranhos, células mortas ou prestes a morrer e bactérias. Os fagócitos são ferramentas importantes na luta contra infecções e para a imunidade imediata. Esses caras são verdadeiros urubus celulares. Há, no entanto, outros processos de morte celular por serem descobertos. Especialistas sabem que a morte de células mais elaboradas, como os neurônios, são um verdadeiro desafio. Embora o nosso corpo passe por um processo de recauchutagem celular da cabeça aos pés em intervalos variados, vale ressaltar que as células de diferentes órgãos e tecidos se renovam com ritmos diferentes. O processo depende do quanto cada uma precisa para trabalhar e para desempenhar suas funções. Cada parte do nosso corpo gasta uma quantidade de energia. Os processos fisiológicos necessitam de energia, mas o cérebro se destaca como o órgão que mais consome energia, cerca de 20%. O cérebro está constantemente funcionando, seja acordado ou dormindo, deitado ou praticando atividades físicas, de olhos fechados ou estudando diante de um computador, o que ajuda a compreender o seu considerável gasto energético. Tudo se transforma em nós. Nossos ossos se renovam, nossa pele não fica atrás nessa história, o cabelo cresce, as unhas também. Ingerimos e excretamos toneladas de alimentos durante a nossa vida. Ingerimos e excretamos até mesmo o que não desejamos se levarmos em conta o exemplo dos insetos que vão para os nosso organismo todos os dias. São inúmeros os processos realizados por nosso corpo. Somos uma nova versão em constante transformação. Não é difícil compreender que os nossos aspectos físicos e mentais estão ligados e que trabalham em parceria. Alguns dividem a vida em três grandes ciclos sendo o primeiro do nascimento aos vinte e cinco anos de idade, fase onde estamos nos montando em um “processo de construção” hormonal, mental, cognitiva, física, reprodutiva, relacional e etc. O segundo acontece dos vinte e cinco aos cinquenta, estamos “produzindo em alta intensidade”, buscando fincar uma série de colunas no terreno da vida para que possamos nos encobrir das chuvas e reproduzindo outros humanos, período onde muitas vezes nos sobrecarregamos em diversas áreas. Nesta época muitos não percebem que trabalhar duro não é sinônimo de eficácia. A terceira fase ocorre dos cinquenta aos setenta e cinco, que é a média de expectativa de vida. Alguns indivíduos tiram o pé do acelerador e começam a olhar para o relógio em tom de contagem regressiva. Podemos ter atenção para não cairmos no marasmo, descaso, preguiça, procrastinação e visão limitadora de que a vida já deu o que tinha que dar. Em todos os momentos podemos nos enxergar como importantes, seres que importam e agregam valor para si mesmos e sempre que possível para os semelhantes. Todo humano é responsável pelo bem que não faz para si mesmo e ao próximo quando praticável. A vida aqui é muito curta para ser vivida como pequena. Podemos comprar muitas coisas com o dinheiro, porém somos incapazes de comprar o tempo e o que deixamos de viver e aprender. As coisas de real valor não têm preço. A vida é uma linha tênue onde quem tende muito para um lado ou para o outro morre cada vez mais um pouco. Não precisamos ser um turista querendo nadar todo o mar ou uma criança que só quer boiar. Se alimentar de menos ou demais no prato da vida não é algo saudável. Todo extremo é tóxico e todo demais demonstra um de menos. Eu resumiria tudo em uma grande fase no ciclo existencial, nessa fase nascemos, olhamos, aprendemos e podemos vir a enxergar para que possamos valorizar o que é viver cada respirar. Já sabemos que o desiquilíbrio ocasiona uma série de anomalias, que a figura humana é surpreendente e que somos capazes de inúmeras proezas, porém se somos capazes de tudo isso por que nossas vidas muitas vezes continuam da mesma forma? Existem variadas respostas, cada pessoa tem suas peculiaridades e necessidades, porém algo que leva as pessoas aos mesmos resultados é seguir os mesmos padrões físicos e mentais. Se mudarmos a direção poderemos chegar a outros destinos! Se modificarmos nossa mentalidade, nossas crenças e objetivos poderemos mudar os resultados. Os aprisionamentos físicos, mentais e situacionais exercem grande influência sobre nossa existência. A verdade é que a maioria das pessoas não sabe ou não quer viver em alta performance, pois o nosso corpo e a nossa mente tende a procrastinar e poupar energia. Poupar energia e descansar é saudável e necessário, entretanto não sair da zona de conforto nos aspectos físicos, mentais e situacionais nos engessa e é capaz de nos mumificar. Pense fora da caixa, saia da mesmice, busque novas alternativas, crie novas ideias, tenha uma visão ampliada das situações. Lembre-se que existem falsas liberdades que nos aprisionam. Seja forte e corajoso. Não se apavore nem desanime.

Por Jhean Garcia