O político preso e a culpa da PM!

Sábado, 02 de Dezembro de 2017.

Os recentes destaques da mídia foram dados para as prisões de mais alguns políticos do Rio de Janeiro. Primeiro foram presos os três deputados mais influentes do Estado e depois foram presos mais dois ex-governadores.
O povo já até fez piada de que o Estado do Rio pode pedir música no fantástico por ter três ex-governadores presos ao mesmo tempo e na mesma cadeia.
Ocorre que não há nesses casos a menor graça, pois o que há é uma grande desgraça que assola toda a classe política e, por conseguinte, todo o povo do Rio de Janeiro.
Temos falado aqui de uma crise eminentemente ética e sem precedentes na história do Brasil. As suspeitas são de que foram surrupiados centenas de bilhões de reais dos cofres públicos, por meio de falcatruas das mais criativas e impensáveis que vão desde contratos de compras de produtos superfaturados até isenções fiscais bilionárias que seriam revertidas em propinas, passando por lavagem de dinheiro na compra de gado, jóias e obras de arte. Ou seja, fica evidente que a gestão tornou-se impossível por absoluta falta de dinheiro para o pagamento das contas básicas, tais como o salário do funcionalismo e os insumos para o atendimento da saúde. O Estado faliu. Tudo isso resultante da ação criminosa de uma parcela da classe política que vem pilhando as riquezas do povo.
Todos aguardam o socorro financeiro do Governo Federal para que não haja o total colapso econômico e a intervenção federal, as quais situações que são indesejáveis em todos os sentidos. Entretanto, como nada nesse mundo é “de graça” segue o entreguismo das riquezas ao capital estrangeiro e a perda dos direitos trabalhistas como condições de contrapartida.
Nesse momento o leitor já pode estar se perguntado onde a PM entra nesse contexto. Certo? E já vou esclarecendo que a PM está na mesma condição que o povo, pois seus agentes são do povo e passam pelas mesmas dificuldades e apreensões como qualquer outro cidadão do Rio de Janeiro. Nesse contexto, é importante salientar que todos devem se unir e não se submeter à vontade daqueles que pregam a divisão, a discórdia, a desavença, uma vez que conhecem bem a estratégia do “dividir para dominar” de Napoleão e Maquiavel.
É o momento da sociedade refletir sobre o extremismo que impera por todo o lado. Os discursos são sempre muito acalourados e sem profundidade. É preciso buscar união e consensos em torno de novas lideranças éticas e com histórico de experiências bem sucedidas.
A PM, diretamente, não tem absolutamente nada a ver com a prisão desses políticos no Rio, mas nós como eleitores temos toda a culpa por não buscarmos levantar no meio do povo os representantes dignos do nosso voto.

Por Ten.Coronel PM Márcio Guimarães

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