O Valente

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quarta, 21 de Agosto de 2019.

Existiu em certo país, faz muito tempo, um homem que despertavaa admiração geral por sua indiscutível valentia. Nada nemninguém o detinha ante o perigo, qualquer que fosse. Sempre transpunhaos obstáculos – homens ou feras – que se opunham ao avançode seus pés invictos. Era respeitado e, ao mesmo tempo, temido.
Não obstante sua admirável condição, numa oportunidade, parao espanto de todos, foi visto abatido e triste. Nesse dia, alguém quecostumava conversar com ele lhe perguntou com incontida e angustiantecuriosidade:
– Meu amigo, você pode me dizer o que lhe aconteceu? Não épossível supor que...
O valente, elevando com firmeza o olhar para dar mais vigor a suaspalavras, interrompendo-o, respondeu-lhe num tom de amargura:
– Tenho lutado e vencido sempre. Jamais conheci o temor, vocêbem sabe, nem fui detido por perigo algum. Mas hoje conheci alguéma quem temo: o único homem que realmente me inspirou medo.
– Mas quem é esse homem que pôde infundir inquietação emvocê, o maior de todos os valentes?
O grande batalhador, baixando a cabeça, respondeu com pesar:
– Eu mesmo.

Eis uma realidade que sempre fez e fará mais de uma criaturahumana refletir, a partir do instante em que resolve ter em mãos asrédeas de suas próprias reações inferiores.
do livro Intermédio Logosófico, pág. 29
• Reuniões Informativas – 3ª ás 18h e 19h; 4ª feiras às 19h;
• Informações – tel. (24) 988421575– 20307080 (noite)
• www.logosofia.org.br –rj-tresrios@logosofia.org.br
–LOGOSOFIA NO YOU TUBE –
Fome da Almahttps://www.youtube.com/watch?v=h49f7Ov3kXY&t=4s

Por Logosofia

B01 - 728x90