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Ofício de escritor

Terça, 25 de Maio de 2021.

  Ofício de  escritor Optei pelo jornalismo por algumas razões. A primeira, as namoradas que perdia ao vivo recuperava nas cartas e bilhetes. Foi o primeiro sinal.
Segundo, tirar boas notas em redação nos dava média para seguir adiante nos estudos perante as sofríveis que alcançava nas ciências exatas.

Por último, não aguentava mais, nos hotéis e pousadas, preencher o espaço designado a profissão escrevendo: Ex atleta profissional de futebol. Se era um ex, não era nada.
Uma vez formado, fui escrevendo minhas crônicas, publicando livros e descobrindo que poucos ofícios eram exercidos com tão poucas ferramentas: uma folha em branco e uma caneta.
De posse deles, você passa a dividir alegrias e frustrações, expor suas dores, revelar seus amores. Um livro vai se abrindo a céu aberto pelas páginas que preenche a cada dia.
Você não terá apenas um psicólogo ou psiquiatra a lhe analisar. Serão muitos a postar um rol de receitas no Facebook que vão desde a Vitamina C, para se fortalecer, até Dormonid, para você apagar e não mais escrever.

Sendo assim, fica o parecer de uma velha raposa para aqueles jovens que procuram uma profissão menos enfadonha, imprevisível, fora da caixinha e que faz de cada dia um desafio.
Escrever te faz deixar o carro na garagem, andar pelas ruas e escancarar os ouvidos em busca de traduzir os novos rumores.

Ouvir uma boa música para alcançar a sensibilidade é fundamental, uma taça de vinho está no manual para ver o que acontece no degrau acima por onde vaga a inspiração.
E..amar sempre. Sem amor não há de existir qualquer escritor.

Por José Roberto Lopes Padilha