Os sete indícios da baixa autoestima

Quinta, 13 de Julho de 2017.

A autoestima, de acordo com o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, corresponde ao: apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos.
A autoestima é construída desde a infância. Os pais e educadores são instrumentos fundamentais para a construção do autoconceito e consequente imagem pessoal. Sujeitos que crescem imersos em um contexto de críticas, repreensões, desvalorizações e humilhações, tendem a construir uma percepção negativa de si, afinal internalizam essas ofensas cotidianas e as incorporam em sua personalidade. Ambientes familiares de superproteção também podem representar um perigo, visto que as crianças crescem acreditando que são incapazes de enfrentar dificuldades e superar desafios, tornando-se dependentes de um ser protetor.
A baixa autoestima está relacionada a uma percepção negativa que o indivíduo tem sobre si e suas capacidades. São indícios de baixa autoestima:
1. Falta de autoconhecimento. Geralmente pessoas com baixa autoestima não conseguem identificar as qualidades que possuem. Não enxergam seu potencial real, principalmente por só valorizarem os aspectos negativos de sua personalidade.

2. Autocobrança extrema e autodesvalorização. No geral o perfeccionismo está presente, pois a falha ou o erro são interpretados como a verdadeira “prova” de incompetência. Quando conquistam um bom resultado, não reconhecem seu mérito ou desempenho, e geralmente atribuem à casualidade.

3. Necessidade de aprovação constante para uma autoafirmação que nunca se estabelece. Quem sofre com baixa autoestima não consegue acreditar no potencial que possui, tende à insegurança, pessimismo e indecisão. No geral, são pessoas ansiosas, que dependem de elogios e aprovações externas para sentirem-se seguras e acolhidas.
4. Dificuldade em dizer não, sustentar a própria opinião e contrariar o outro; o que acaba contribuindo para que os relacionamentos estabelecidos sejam de submissão.
5. Posição de inferioridade em relação aos outros. Todos acabam sendo vistos como “melhores” e mais assertivos. Está presente uma distorção da própria imagem, onde os defeitos e fragilidades são exaltados.
6. Priorização extrema do outro e de suas necessidades. Quem sofre com baixa autoestima nunca consegue se estabelecer enquanto prioridade. O tempo, o investimento, o dinheiro, o afeto, é sempre direcionado ao outro e nunca ao EGO, o que o mantém em uma condição de anulação.
7. Falta de iniciativa e estagnação. Sujeitos com baixa autoestima tendem a não enfrentar situações novas, preferem a zona de conforto, para não sentirem-se vulneráveis frente a um possível novo fracasso.
Romper com as crenças negativas é fundamental para a elevação da autoestima, comportamentos funcionais e o estabelecimento de relacionamentos saudáveis.

Psicóloga Bruna M. Spada Sant’Anna, Especialista no Atendimento de Casal e Família, Integrante do COMMUTRI – Conselho Municipal da Mulher Trirriense, Palestrante, Coautora do livro: Psicologia Temática e Colunista da Revista Minha Saúde.

Por Bruna Spada

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