Parasitoses Cutâneas

Parte 1

Quarta, 15 de Agosto de 2018.

É Também conhecida como dermatozooparasitoses são doenças produzidas por parasitas, exclusivos ou não da pele humana. na prática, as ectoparasitoses mais comuns são: escabiose ou sarna humana, pediculose ou infestação por piolhos, fitiríase pubis ou "chato", larva migrans ou bicho geográfico, miíase ou "berne" e tungiase ou bicho de pé.
Escabiose
é um infestação contagiosa causad pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis, ectoparasita estrito, que se nutre e reproduz no hospedeiro humano. As fêmeas escavam a epiderme superior, depositam seus ovos e morrem após um mês. O prurido pelo próprio ácaro e por seus produtos. Esse sintoma tem início quatro a seis semanas depois da infestação primária.
A sarna humana é uma doença cosmopolita, sem preferência por sexo, raça ou idade. o contágio é direto e pessoal entre humanos. Não é tão frequente a transmissão por roupas guardadas. O ácaro não sobrevive por mais que algumas horas ou dias fora da pele humana. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava uma espécie de túnel (o túnel acariano) à noite, depositando 2 ou 3 ovos por dia, durante algumas semanas antes de morrer. A transformação de ovo a ácaro adulto se processa em duas semanas.
A sarna humana é diferente da sarna de animais. A sarna animal é causada por outras variedades do ácaro (Sarcoptes scabiei canis, suis, caprae), as lesões restringem-se aos indivíduos infectados, são urticadas e localizam-se apenas nos locais de contato direto com o animal suspeito.
Quadro clínico
O prurido é o sintoma central. A periodicidade noturna é forte indício de parasitismo, assim como a ocorrência de casos semelhantes entre indivíduos que compartilham a mesma moradia e as mesmas camas. O sinal típico, sulco acariano não é fácil de distinguir, mas aumenta a probabilidade de ser visto com lentes potentes e dermatoscópio: consiste em pequena saliência linear medindo cerca de 10 mm. Em uma extremidade pode ser identificada pápula vesícula perlácea (perlácea), ponto em que se encontra a fêmea do ácaro.
As lesões se distribuem nos espaços interdigitais das mãos, axilas, mamas, cintura, nádegas, pênis e escroto (bolsa testicular).
Nas crianças as lesões podem ser vistas no couro cabeludo, pescoço, palmas e plantas. Leões secundárias (piodermites, impetigo, foliculite, furúnculo, ectima, escoriações, rwações urticariformes e eczematização) são sinais indicadores que orientam para o diagnóstico médico.
A lavagem das roupas de cama e roupas de contato direto com o corpo é essencial, especialmente com água fervente, e não é necessário outro tipo de descontaminação. A escabiose do adulto, é pruriginosa e papular em padrão de distribuição típico, enquanto que nas crianças é imunocomprometida à erupção pode ser vesicular pustular ou nodular. Pode ser usada permetrina tópica em creme a 5%.
A sarna crostosa ou sarna norueguesa é a forma mais grave de escabiose humana. Caracteriza-se por alta infectividade e resposta defeituosa do hospedeiro, que apresenta imunodeficiência, em decorrência de infecção pelo HIV, do uso de medicamento imunossupressores ou de doenças graves de outra natureza. São relatados casos em doenças com gente doente e com distúrbio neuropsiquiátrico - retardo mental ou demência - e neuromotor, presis hipoertasia ou graves atrofias.
Epidemias de sarna norueguesa foram relatadas entre pacientes institucionalizadas com síndrome de Down.
As lesões mais evidentes da sarna norueguesa são crostas espessas estratificadas, amareladas e aderentes, que abrigam inúmeros parasitas. Trata-se do mesmo parasita da sarna humana comum e um único caso de sarna crostosa pode desencadear surto de sarna humana de difícil controle enquanto persistir o foco da infecção.
Embora predominem lesões nas extremidades, podem ser atingidos a face e o couro cabeludo (o que não acontece nos casos da sarna humana comum). Podem ser vistas também alterações das unhas, representadas por espessamento e distrofia. O prurido (coceira) da escabiose crostosa por ser intenso, leve ou ausente.

Continua na próxima publicação

Por Dr. Eneas Zandomênico

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