Precisamos nos reconhecer como filhos de Deus

Quinta, 11 de Julho de 2019.

Já reparou que um dos assuntos que mais tem sido trabalhado e reivindicado, é a busca por direitos de igualdade? Estamos no século XXI e podemos notar que vivemos num mundo cheio de preconceitos e desigualdade. O que mais tem me preocupado é que as pessoas não veem o quanto o preconceito, a arrogância, tratar pessoas com desprezo se tornam mais letais que uma arma de fogo. Tenho visto e até mesmo vivido momentos em que fico me perguntando, como é possível algumas pessoas se acharem tão superior a tudo e a todos? Infelizmente algumas pessoas se acham superior por ter uma situação financeira estável, outras se acham superior pela aparência física, outras pelo nível intelectual. Mas de que adianta tanta soberba se todos nós somos simples e meros mortais? No domingo, estive na capela mortuária em dois velórios. E quando cheguei em casa, tive a triste notícia de que o pai de um amigo tinha acabado de falecer. De que vale ter tantas coisas se sabemos que de um momento para o outro seremos o próximo a partir. Não sei se você já fingiu que não conhecia alguém pois, estava com pessoas bem vestidas ou que tem uma posição na sociedade. Você já deixou de ser correspondido ao cumprimentar alguém? Enquanto eu andava na rua fiquei pensando nas vezes que são criados alguns “grupinhos” onde fazem exclusões e se fecham não dando oportunidade para que outras pessoas façam parte. Eu já até relatei que vivi situações assim e posso dizer que acontecem até hoje. Mas também fico me lembrando de pessoas que independente da forma que eu estiver vestida ou de quem está ao meu lado sempre me cumprimentam e sei que nunca deixarão de me notar. Esses dias tenho pensado muito no quanto o tempo tem sido veloz e implacável, de quantas pessoas queridas e saudáveis tem deixado o nosso convívio. É tão bom quando nos sentimos abraçados e acolhidos pelas pessoas. Creio que é melhor ainda quando vemos uns aos outros com igualdade, com carinho e nos importando com aqueles que julgamos necessitar mais do que nós. O preconceito, a arrogância, o orgulho e tantas coisas ruins só começaram a diminuir ou mesmo praticamente deixarão de existir se cada um de nós começar a trabalhar isso em nossos lares, a começar por nossas crianças, se passarmos a não olhar como algo normal em nossas rodas de amigos e de conversar e se cada um passar a ver o outro como irmão, nos reconhecendo como filhos de Deus. Ou seja, dando e recebendo amor.

Por Suzane Ferreira

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