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Profissão Trabalho - Parte IX

Sábado, 11 de Julho de 2020.

  Como bem sabemos a história costuma ser contada pelos povos vitoriosos. Um jogo antigo e muito conhecido, o jogo das alienações, das imposições. O fato é que o lado vencedor acaba por ganhar maiores destaques na história. Você acha que a sua história está sendo bem escrita? Você acha que a sua vida está sendo bem vivida? Você acha que a sua história será contada? Você acha que o seu legado será lembrado? A sua existência tem feito a diferença para um eu e para um mundo melhor? Essas são perguntas que todo ser humano deveria se fazer para que possa vir a refletir as suas percepções e ações. Só se consegue ter conhecimento de qual caminho estamos seguindo e qual tipo de ser humano estamos nos tornando se a cada passo nos questionarmos.
Nós meros mortais podemos decidir se seremos vistos e sentidos como monstros ou heróis. Claro que todos nós somos seres imperfeitos, somos sujeitos, somos perfectíveis. O ponto em questão é onde se deve e se quer chegar. O ponto é saber quais imagens queremos de fato apresentar e representar. Alguns afirmam que na vida tudo tem um sentido e que tudo é muito mais do que acaso. Alguns afirmam que tudo se trata de uma série de fatores que colidem, incluindo nesse meio as ações. Em ambos os cenários vale se perguntar em qual sentido estamos caminhando e onde queremos chegar. É muito sensato prestar atenção nos símbolos que carregamos, que propagamos e que temos a nossa volta. Muitas vezes sequer percebemos as nossas reais intenções e das coisas, acabamos por absorver tudo como esponjas e propagamos o que não compreendemos.
Quem encontra sentido e razão na vida e nas coisas da vida acabar por abraçá-las em forma de propósitos, vindo a não sofrer o martírio da insatisfação e do arrependimento.
Sabemos que o comportamento humano está muito ligado ao seu lado biológico e ao seu DNA, outros fatorestambém influenciam muito, dentre eles: a geografia, onde o indivíduo reside e foi criado, sua cultura, sua filosofia de vida e do grupo que o cerca, e claro o seu contexto social e histórico. Mas o homem transcende a tudo isso, pois,está no seu DNA transcender.O homem é mais do que as leis da física, é mais do que as fronteiras da geografia, é mais do que a sua biologia pode mostrar e explicar, o homem é um espelhar do ressignificar e do transcender.
Muito se fala sobre o conhecimento, mas entre o conhecimento e o sonhar da imaginação, muitos escolheriam as pontes da imaginação que transbordam. O homem que apenas vive na razão vive com os pés no chão, mas o homem que abraça a imaginação, esse é capaz de tirar os pés do chão. O sucesso dos “loucos” é o fracasso dos incertos. Existe uma linha tênue entre a loucura e a razão e ela se encontra nas ações, nos resultados e na forma que as coisas são apresentadas e representadas.
As raízes da intolerância estão ligadas ao fato do homem ser agraciado com o poder da imaginação e da percepção, traços marcantes do DNA da energia do criador, sendo assim temos facilidade para criar representações, criar realidades imaginadas que resultam em vários processos libertadores ou padronizados de pensamentos, que alimentam as raízes das conhecidas “culturas”. Essas culturas encontram-se em constante processo de transformação pelo decorrer da história. As diferenças quando não respeitadas geram sentenças. Não é por acaso que onde o homem chega tende a impor a sua cultura e seus costumes. Outra coisa que acontece, mas não de imediato e que encontra certa resistência entre alguns povos é a miscigenação cultural. O Ser humano é historicamente um explorador colonizador, sendo assim tende a querer tomar posse e colonizar. Não raramente o homem segue seus extintos mais animalescos, os mais fortes estrategicamente e fisicamente acabam por impor as suas vontades e verdades.
Outra verdade é que o ser humano tende a se identificar com os seus ditos “semelhantes” e desprezar, repudiar ou tornar-se indiferente com os vistos como diferentes. Isso se estende ao cenário comportamental, pessoas que se comportam de determinado modo costumam gostar mais de pessoas que se comportam da mesma forma, isso não é uma constante, mas é algo relevante e que se manifesta com frequência significativa. A natureza humana contrasta com a desumana.
Diante da rejeição dos imaturos que se banham na ignorância, é preciso fazer uso da resiliência que reside e que é forjada na sabedoria e na tolerância, para que se quebre o ciclo. Diante da pobreza humana que despreza e ataca os seus semelhantes, diante dos que se julgam melhores e maiores, é preciso um stop, é preciso um refletir, um questionar sensato e um virar de costas, quando se observar que as sementes positivas estão a não penetrar as pedras e terras inférteis. É preciso lavar os olhos e enxugar as lágrimas. O homem constrói suas grades e costuma estar preso com as chaves da prisão nas suas próprias mãos. É preciso paz, é preciso aceitação, é preciso compreensão, é preciso igualdade, fraternidade e liberdade. O homem sem paz se torna o maior carrasco de si mesmo e do eu alheio. O homem em paz não usa as armas da dor, utiliza as armas do amor. O homem transformado se torna transformador, transforma o choro em meios de amor. Caminhar sobre as brasas não é difícil, difícil é viver sob a sombrado inferno, e queimar a própria chama para viver em brasas rasas sem asas. Seja forte e corajoso. Não se apavore nem desanime.

Por Jhean Garcia