Psicologia Perinatal: os desafios da chegada de um bebê

Quinta, 08 de Março de 2018.

Psicologia Perinatal: os desafios da chegada de um bebê

A gravidez é um momento extremamente significativo e especial no ciclo de vida de um casal. É um período permeado por inúmeras sensações, medos e expectativas.
Durante a gestação o corpo da mulher se transforma, sofre alterações metabólicas e hormonais que influenciam seu comportamento e suas emoções; por isso, o acompanhamento psicológico se faz importante, não só para a mulher, mas como suporte para toda a família.
Algumas indagações são comuns no sistema familiar durante a gravidez: o casal desejava e planejou essa gestação? Vamos dar conta dos cuidados que um recém-nascido demanda? Como está a saúde do bebê? Como será o parto? Quais serão os ajustes financeiros necessários? Dentre outras questões.
Ainda sobre a gestação, há um mito que contorna essa temática, a fantasia de que este é um momento mágico e maravilhoso, com o qual toda mulher deve sonhar. Contudo, a maternidade está inscrita no campo do desejo e nem todas as mulheres desejam ser mães, o que é extremamente normal. Além disso, a vivência da maternidade é particular e única, portanto, cada mulher cria seus próprios significantes sobre como é tornar-se mãe.
Após o parto, o psicólogo pode atuar como facilitador no processo de adaptação da família à chegada de seu mais novo membro: o bebê. Questões práticas do dia a dia podem tornar-se pontos de divergência e conflitos, visto que a mulher ainda encontra-se exausta e todos na casa estão tendo que lidar com o novo.
Com a chegada do bebê, surge uma nova rotina a ser administrada por todos. Uma atenção especial deve ser dada às divisões de tarefas na casa, de forma que ninguém se sobrecarregue. Os cuidados com o bebê também precisam ser compartilhados. Pausas e tempo de descanso para todos os cuidadores são fundamentais.
Outro suporte importante que o psicólogo pode ofertar, é durante o início do processo de amamentação, pois mesmo sendo um processo natural, é um momento cercado de expectativas e mitos. Através da amamentação o bebê não só se nutre, mas estabelece uma relação de troca e conexão maior com a mãe, através dos toques, carícias e olhares. Mães que são impossibilitadas de amamentar, no geral, acabam sofrendo e necessitando de um apoio maior.
Enfim, a Psicologia Perinatal ainda é um campo a ser difundido e explorado de forma mais acentuada, afinal, poucos conhecem esse serviço tão importante para o enfrentamento e superação de angústias, incertezas e inseguranças experimentadas pelo casal na maternidade e paternidade.

Psicóloga Bruna M. Spada Sant’Anna, Especialista no Atendimento de Casal e Família, Integrante do COMMUTRI – Conselho Municipal da Mulher Trirriense, Palestrante, Coautora do livro: Psicologia Temática e Colunista do Jornal ENTRE-RIOSe da Revista Minha Saúde.

Por Bruna Spada

Crédito da Foto: Google

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