Que líder você é?

Parte 3

Sábado, 24 de Junho de 2017.

Você já é um líder. Sabia? Estudiosos de liderança entendem que ela está relacionada à capacidade de uma pessoa na influência nas atitudes, crenças, comportamentos e sentimentos de outras pessoas. Seguramente você já influenciou outras pessoas a sua volta a partir de suas convicções. Não é mesmo? Mas que líder você é?



Nas últimas duas semanas falamos sobre o estudo da liderança ao longo da história, sobre as teorias neocarismáticas e sobre o cuidado que devemos ter com estilos de liderança que são baseados apenas no carisma do líder. Assim sendo, hoje vamos falar sobre os estilos de liderança mais modernos que são estudados nas academias e desenvolvidos no meio corporativo.



Os estudos sobre a liderança carismática conduziram à discussão sobre o estilo de liderança transformacional, no intuito de explorar a capacidade de líderes aprenderem a desenvolver capacidades entendidas como não usuais. Um dos primeiros teóricos a discorrer sobre tal modalidade de liderança foi Burns (1978), para quem esse estilo de liderança consiste em um processo no qual “os líderes e os seguidores se elevam mutuamente a níveis mais altos de moralidade e motivação”. Desse modo, qualquer pessoa pode ser um líder transformacional, se suas ações contemplarem o coletivo, o corporativo e o humanitário, ao invés do individualismo. Burns (1978) introduz ainda o conceito de liderança transacional, contrapondo-o à liderança transformacional e caracterizando-o como um processo bidirecional entre líder e seguidor, uma troca mútua de caráter econômico, político ou psicológico entre eles que traz benefícios para ambas as partes. Logo, o líder transacional motiva os seguidores apelando para seus interesses, enquanto o líder transformacional motiva-os por meio do entusiasmo, que os inspira a transcender seus próprios interesses para o bem da organização. Desse modo, esses estilos de liderança são complementares. No entanto, os líderes transacionais mantêm o status quo, enquanto líderes transformacionais criam e inovam as estratégias organizacionais.



A diferença entre a liderança transformacional e a liderança carismática reside assim no fato de que a primeira traz em si o processo de transformação dos seguidores, enquanto a segunda direciona-os conforme a visão do líder, a qual nem sempre se coaduna com os avanços organizacionais. Desse modo, estrelas de rock podem não gerar nenhum efeito transformador, apesar de seus seguidores (fãs) imitarem os seus comportamentos, enquanto líderes transacionais, comuns na área de vendas e, infelizmente na política brasileira, realizam trocas de interesses e nada mudam na sociedade.



Logo, precisamos observar bem nossos comportamentos e de nossos líderes para entendermos se estamos ou não transformando nossa sociedade para algo melhor.



Aproveito para deixar registrado e divulgar o aniversário de 20 anos da minha filha mais velha Beatriz Guimarães que muito amo. Um beijo Filha!!!!!


Por Ten.Coronel PM Márcio Guimarães

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