Quem é você

Quinta, 11 de Outubro de 2018.

Durante os últimos dias tenho me feito essa pergunta. Pois temos visto tantas agressões nas redes sociais, tanta intolerância que estou ficando com medo. Todos temos nossas opiniões e a quem apoiamos. Mas não há necessidade de agressões verbais e até mesmo física, como tem acontecido. Nas redes sociais só vemos pessoas insultando umas as outras, dizendo coisas que após esse momento eleitoral não terão como voltar atrás no que disseram. Minha preocupação e de tantas outras pessoas, é que isso se torne comum e venha a fazer parte do nosso dia a dia. Uma das coisas que mais tem se trabalhado ao longo dos anos é contra o preconceito, discriminação e desigualdade. Mas parece que as pessoas estão perdendo o senso crítico ou mesmo estão aproveitando para dizer tudo o que desejam e que agora encontraram uma oportunidade. Tenho certeza que todos temos o mesmo desejo, que é de um país melhor, com mais igualdade e oportunidade para todos. Todos nós queremos o melhor para o nosso país. Independente de quem se tornará o nosso representante, precisamos estar unidos. Cada um de nós tem um candidato, uma preferência. Mas o que importa é que eles assim, como nós, queiram fazer e ser o melhor para o nosso povo que está tão calejado de promessas, que luta contra tantas coisas ruins e por isso, temos nos agarrado à esperança de que alguma coisa será feita. Que sejamos pessoas voltadas a defender nossa família e o país que vivemos e amamos. Mas que essa defesa não seja agredir uns aos outros, desrespeitar ou desmerecer ninguém. Afinal, já vemos tanta violência nos noticiários. Não podemos nos deixar contaminar a ponto de agredir alguém por pensar diferente. Visto que se não tivesse a diferença de pensamento, não haveria a necessidade de precisarmos escolher alguém. Vamos passar a refletir como tem sido nossas atitudes, vamos nos olhar no espelho e ver se alguma coisa mudou em cada um de nós. E, ao se analisar, pergunte-se: “quem sou eu”?

Por Suzane Ferreira

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