Rejeição aos que apoiaram Temer

Quinta, 09 de Novembro de 2017.

Vivemos um momento muito nebuloso com crises política e econômica. A cada dia cresce o interesse pessoal, cuja preocupação maior é a pavimentação da estrada que levará ás eleições de 2018, que tem no seu maior trajeto enormes buracos causados por vários atritos dentro e fora dos partidos, a começar pela falta de honestidade nas decisões em apoiar o que melhor lhes convém e não ao povo. Vejam que Michel Temer depois de tantas barganhas no atacado, agora resolveu sair em campo para negociar no varejo, ou seja, direto com cada parlamentar, por que sabe perfeitamente que não tem os votos necessários para aprovar ás decantadas mudanças, boa parte nocivas aos trabalhadores e aposentados.

É preciso aprofundar o debate sobre essas questões, de maneira correta, arregimentando não somente uma base aliada, já manchada pela mercantilização do voto, para perpetuação do presidente no poder, como ocorreu em duas ocasiões. Há que se acrescentar que logo no início do ano, haverá mudanças de partido até março e, os parlamentares, já têm. um expressivo saldo negativo com os eleitores por conta desses toma-lá-da-cá. Vejam, por exemplo, as MPs que postergam reajustes salariais e aumento de encargos sobre remuneração dos servidores civis, dificilmente serão aprovadas no Congresso, mas, poderão ser usadas como moeda de troca do governo para conseguir a improvável reforma da Previdência, mesmo que seja apenas a elevação da idade mínima da aposentadoria.

Amigo leitor a ideia de Temer é deixar para seu sucessor o maior déficit orçamentário da história brasileira, ou seja, o reajuste dos servidores civis para janeiro de 2019 e um regime fiscal inacabado. Um triste legado que em momento algum ele e seu ministro da Fazenda Henrique Meirelles tiveram a coragem sequer comentar. As expectativas econômicas podem ser inchadas para sugestionar o eleitor. Na realidade o empresário sente que ainda não é ora de investir. Isoladamente, em pequenas entrevista, embora alguns setores se mostrem otimista, a grande maioria, prefere esperar para ver os resultados.

Não há a menor confirmação pela realidade. O futuro de tais projeções não garante que pode ser materializada no curto prazo, ou no médio prazo. Dia desses, em conversa com um empresário bem sucedido da região, este admitiu ser necessário cautela no que se refere o risco de aplicação do dinheiro em novos negócios. Admite que há muitas perguntas sem respostas convincentes. Há uma grande expectativa e, o próprio governo tem se mostrado confuso em suas ações, ora avança ora recua e, o tempo vai passando e as soluções ficam à deriva, parecendo uma nau sem rumo.

Não há como esconder a rejeição do eleitor aos deputados que apoiaram o governo Michel Temer e que votaram pelo arquivamento das denúncias contra o presidente. Os primeiros sinais para confirmar o que estou dizendo ,já começaram a chegar do interior. Dirigentes municipais de um grande parido temerista reconhecem não haver clima em suas cidades para fazer campanha de nomes ligados ao governo federal. .Acham que será muito difícil convencer o eleitor a não descarregar sua ira anti-Temer no próprio voto>Há uma forte recusa aos apoiadores do presidente. A difusão na internet vem crescendo a cada dia, colocando tais candidatos na lista negra.

O desembarque tucano do governo Temer já pode ser considerado como inevitável, Nesta segunda-feira(6) um dia após FHC dar o sinal de que esta é uma decisão que o partido não poderá deixar de tomar, caso quebra se manter inteiro, A convenção está marcada para dezembro, mas os tucanos já estão batendo asas. Até membros do grupo de Aécio Neve já estão aceitando a saída, após confronto com pesquisas apontando o grande desgaste que o governismo causou ao partido. O movimento de retirada não ficará limitado somente ao PSDB. Assim sendo, o último apaga a luz.

Por Carlos Letra

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