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Saia do Modo Automático Parte I

Sábado, 20 de Julho de 2019.

  Saia do Modo Automático Parte I Não é novidade para todos que a globalização e os constantes avanços tecnológicos, científicos, na saúde, agricultura, nos processos produtivos e laborais bem como mudanças culturais, políticas, econômicas, pedagógicas, religiosas, na segurança e nas rotinas tem levado a maior parte da população a cenários completamente diferentes dos tempos anteriores. Separarmos para observar, muitas coisas estão direta e indiretamente ligadas e influenciam no modo de vida das pessoas. O desenvolvimento trouxe diversas melhorias e isso é indiscutível, porém a humanidade é composta por pessoas e as pessoas precisam viver em equilíbrio para que possam viver de fato. Estamos descobrindo cada vez mais que o modo de vida dos indivíduos tem aumentado de forma significativa os casos de esgotamento profissional, depressão, crises de pânico, hábitos alimentares ruins, dependência digital, por medicações e químicas em geral como tantas outras anomalias que retiram de nós a paz interior e o bem-estar físico e mental, estamos ficando doentes. A humanidade tem evoluído de forma significativa em um curto espaço de tempo se comparado com a nossa existência. Em um cenário não muito distante não existiam celulares, fornecimento de energia elétrica para a maior parte da população, robôs, computadores, internet, satélites, aviões, veículos, radares e tantas outras coisas habituais em nosso tempo, hoje conseguimos nos falar em questão de segundos e uma informação corre todo o planeta em tempo real em um estalar de dedos. No decorrer do texto que será dividido em algumas partes irei falar sobre como nós seres humanos vivemos cada vez mais automatizados, dependentes do consumismo e com o ritmo de pensamentos e ações aceleradas, cada qual com suas peculiaridades pode formar um verdadeiro “coquetel molotov” na vida de um indivíduo e até mesmo em toda uma sociedade. As pessoas estão cada vez mais ligadas a costumes e necessidades de consumir e de fazer parte de um ciclo vicioso do consumismo consumidor onde em muitas vezes sequer escapam as crianças, que já começam desde cedo a viver o ritmo do contexto que as cerca e a dançar conforme a música. Consumir, trabalhar e produzir é bom, o problema é quando isso acontece sem que exista equilíbrio, podendo vir a se tornar algo tóxico para o homem e para o mundo ao seu redor. Cada vez mais se ouve falar em assuntos desnecessários e supérfluos do que em desigualdade e dignidade, o amor ao próximo muitas vezes é deixado de lado, seja em casa, na rua, no meio social ou no trabalho para que a engrenagem continue a girar, mesmo que para isso muitos tenham que pagar um alto valor para que poucos de fato possam se sobressair e obter êxito. Existe uma significativa diferença entre abundância e ganância, todos nós merecemos e devemos buscar por uma vida abundante, a ganância por sua vez é capaz de flagelar o corpo e a mente. Quem é refém da ganância estará sempre preso a seus grilhões, suas amarras, seus desejos e a busca por cada vez mais sem sequer ter se dado conta do valor das coisas simples. Não existe sangue azul, somos todos iguais e estamos no mesmo barco, sangramos da mesma forma, porém alguns seguem uma vida superficial se esquecendo que deixaremos tudo para trás um dia. O maior bem que podemos deixar é o legado de quem fomos, nossas lembranças, nossos sorrisos, nossas experiências, nossa gratidão e humildade. As coisas que realmente importam não tem preço ou podem ser mensuradas, elas simplesmente tem valor. Qualquer ambiente seja ele no trabalho ou fora, em um chão de fábrica, escritório, restaurante, lanchonete, aldeia indígena, templo de adoração ou na rua, seja qual for o lugar e a ocasião devemos nos lembrar de nossos princípios e valores, do bom senso e valor das pessoas ou então estaremos trilhando por um caminho escuro onde certamente nos veremos perdidos em determinado momento. Mais importante que ver é conseguir enxergar. Muitas vezes menos é mais. Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.
Por Jheancarlos Garcia

Por Jhean Garcia

Crédito da Foto: Reprodução